sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pelados em Hollywood


Alguns dias atrás, um querido amigo me perguntou se eu estava viciada em Tom Hardy (de onde ele tirou isso?) e se eu já tinha visto o curta metragem no qual ele aparece pelado. Nu frontal mesmo, tudo de fora. Depois de assistir Bronson, o que a Charlotte Riley vê em casa todo dia não era mais segredo pra ninguém. Mas, como eu não estava fazendo nada naquela hora, pedi auxílio ao profeta (google) e não foi muito difícil encontrar. O curta em si, nem vi, mas a cena em questão foi mole de achar. Depois de pensar um pouco sobre aquilo, no caso me refiro a situação toda, me lembrei de outro ator gatinho (o Tom Hardy não é bem um gatinho, vamos combinar, tá mais pra um tigre XD) que começou a carreira com filmes alternativos, nos quais ele não se fazia de rogado e mostrava tudo. Quem disse Ewan McGregor ganhou um doce (aquele de abóbora em formato de coração que vinha nos saquinhos de Cosme e Damião)!

Quando Ewan era mais novo, ele fez filmes interessantes e ousados, como Transpoting, Velvet Goldmine e Livro de Cabeceira. Assisti aos três e em todos eles, Ewan aparecia sem roupa. Acho que Trainspoting todo mundo viu, afinal se ainda não virou cult, deveria virar. O elenco está quase todo ainda em atividade: Kelly Macdonald fez outros filmes, como Onde os fracos não tem vez e está na série Boardwalk Empire; Robert Carlyle também atuou em muitos filmes, até fazendo um zumbi na continuação de Extermínio; Kevin Mckidd está hoje em Grey’s Anatomy e quem é fã da série e não conhece Transpoting, vai ter um colapso ao ver como o Mckidd era naquela época; Jonny Lee Miller eu não sei o que anda fazendo, mas foi namorado da Angelina Jolie na época lokassa dela, então acho que conta como currículo. De todos, o mais bem sucedido é mesmo o Ewan, que emplacou vários sucessos desde então.

Velvet Goldmine é um filme glitter e é obrigatório pra quem curte música (no caso, glam rock, que eu não conhecia e continuo sem conhecer nada), muito brilho e para fãs de yaoi. XD Jonathan Rhys Meyers e Christian Bale também estão no elenco. O filme é ousado e pode ser polêmico para quem tiver algum tipo de reserva quanto a relações homossexuais ou não gostaria de ver o Batman “se dando” bem com o personagem do Ewan. Livro de cabeceira já é um filme, digamos “alternativo e artístico”. Sabe aqueles filmes que tem roteiros meio estapafúrdios, mas que estão no hall de filmes de arte, pela ousadia ou pelo nome do diretor (Alô? Lars Von Trier?)? Pois é, esse filme é assim. Aqui nós temos um Ewan jovem e bonito, vivendo Jerome, que faz sexo com a japonesa Nagiko, que fica toda trabalhada na devassidão quando escrevem nela (?) e também visita a cama do editor, um velho japonês que no passado também recebia favores sexuais do pai da Nagiko. Pois é.

Mas afinal, que diabo tudo isso tem a ver com o curta do Tom Hardy peladão? Tudo! Assim como Ewan foi um dia, Tom é um ator jovem e cheio de experiências ousadas no currículo (as outras experiências ousadas dele a gente deixa no plano imaginário), que incluem personagens complexos, cenas de nudez e muito comprometimento. Sim, porque se uma atriz medíocre raspa a cabeça e quase leva um Prêmio Contigo!, o que dizer de quem modifica o corpo e mostra as jóias da família na tela sem pudor? Sem mencionar a interpretação, né? Mas eis que ele, assim como ocorreu com Ewan, está sendo descoberto por Hollywood. Logo teremos mais e mais filmes chegando aos cinemas com Tom no elenco, entre eles o Batman 3. Se tudo der certo, logo ele irá entrar para um novo time de astros e até mesmo arrumar os dentes! Sim, você leu direito! Arrumar os dentes!!! O desespero já toma as ruas...

O cinemão de Hollywood é um mundo mágico, único e especial. Eu estaria mentindo se dissesse que não curto um filme pipocão ou uma comédia romântica previsível. Mas o lado ruim é que esse cinema “empacota” suas estrelas. Principalmente os mais jovens, que acabam perdendo a individualidade e se adequando a um padrão. Não vão mais voltar àqueles filmes ousados e despudorados de antes. Você se lembra de algum filme recente de Ewan nesses termos? Aquele filmeco chamado A Lista – Você está livre hoje? além de ser ridiculamente óbvio, flertava com a ideia do sexo livre e sem pudores, mas o que vimos foram cenas sexo bem compartadas, que não fariam nem a Taylor Swift corar (porque a Sandy agora é do time das que gostam). Ewan ficou famoso e não parou mais de trabalhar. Fez grandes produções, como Moulin Rouge e Star Wars, mas nunca mais foi o mesmo. Pode ser a idade, mas ele ainda é muito jovem, não é desculpa. O que acredito é mesmo no esquemão que tenta sempre nos tornar iguais e padronizados, como uma linha de montagem. No cinema e na vida, né?

Espero que o Batman 3 não seja o Star Wars da carreira de Tom. Espero que ele fuja do esquemão e se torne um daqueles atores chamados “estranhos”, porém de talento inquestionável, tipo o Sean Penn, que sabe ousar, sabe se enquadrar e permanece fiel a si mesmo. Eu ia citar o Daniel Day Lewis também, mas depois de vê-lo cantar (e pagar com cheque-pré o king kong de uma vida) em Nine... Gosto demais do Tom pra desejar tal destino a ele.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pra quê, gente?: Remake de Dirty Dancing


Mais um post da série: “Pra quê, gente?” chega de forma urgente e sem pedir licença (O que até ontem era um blog quase morto, ele já está no quarto e recebendo visitas!) Mas vamos combinar: qual a necessidade? É por essas e outras que faço coro com o nosso Heathcliff (versão Tom Hardy, com tudo original de fábrica) aí ao lado. I’m pissed!

Amiguinhos, eu não vou mentir aqui, diante do teclado da verdade: eu curto esse filme. Pode não parecer, mas eu sou uma menina romântica e sonhadora. Além disso, sou fascinada por dança, tanto que assisto ao Dança dos Famosos, mesmo com todas as minhas células vibrando ódio e rancor pelo Faustão (tem alguém mais sem educação? Nem aquela sua tia velha que mora no interior e sabe matar galinha é tão casca-grossa). As coreografias dos filmes musicais sempre me encantaram (quem quiser ir ao céu e voltar numa nuvem cor de rosa, veja no youtube a cena em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançam ao som de Cheek to cheek no filme Top Hat) e nesse quesito, Dirty Dancing cumpre bem o seu papel. Por isso me surpreendi com a notícia de um remake. Eu me pergunto: pra quê? Eu fico tensa, uma vez que fizeram um tal de Dirty Dancing: Noites de Havana com o Diego Luna, que não seduz nem a mais desesperada das piriguetes, vamos combinar! Ok, ele é uma rapaz fofinho até, mas imaginar que você ia ficar muito louca vendo o Diego Luna dançando e sensualizando é forçar a barra até quebrar! Sem contar a heroína, que além de parecer mais velha que o Luna, era aquela loira clássica caucasiana sem sal nem açúcar. Mediante a isso, não posso ficar tranquila imaginando o que farão com os personagens do Dirty original.

No blog do Papel Pop colocaram alguns nomes de supostos casais que encarnariam Baby e Johnny. Estavam lá pérolas como: Lea Michele (aquela menina metidinha do Glee) e Zac Efron (a Lea até faz o estilo alternativo de Baby, mas falou em musical falou em Zac Efron? Fala sério!), Mila Kunis e Hugh Jackman (hã?), Anne Hathaway e Justin feat. Timberlake (WTF? Justin? O cara do momento? Só se for um momento de parar e pensar seriamente em uma intervenção psiquiátrica) e até a Hermirone com um dos Jonas, que sinceramente não ser diferenciar quem é quem. Só de levantarem esses nomes, já deu pra entender que não vão respeitar os personagens originais em sua essência. Johnny era um macho alfa, um cara gostosão que deixava a mulherada com fogo na bacurinha, enquanto a Baby era aquela menina alternativa e inteligente, com bom coração, mas nem de longe chamava a atenção pela beleza. De todas, a Lea Michele é a mais próxima ao estilo Baby de ser, mas a ela falta o carisma que a Jennifer Grey tinha. Agora, no quesito Johnny... gente, acho que só o Hugh tem o que é preciso pra interpretar um homem com H em caps lock e negrito! Justin Timberlake?! Soltando os seus agudinhos? Com aquela carinha de pastel da feira de ontem (sabe qual? Aquele que fica descansando murcho e esquecido no papel toalha)?! Um dos Jonas??!! Que nem é aquele que usa chapinha?! Por favor, meu povo! O Ryan Gosling, também citado, pode até ser um pé de chumbo, mas ainda seria dessas, a melhor opção!

Vamos esperar com uma vela acesa para o Fred Astaire e outra para o Gene Kelly, pra garantir.

domingo, 7 de agosto de 2011

Pra quê, gente?: Smurfs, o filme.


Quando a gente chega a certa idade, costumamos nos lembrar da infância e de tudo relacionada a ela com mais carinho que a racionalidade pede. Eu nem de longe sou uma pessoa saudosista. Lembro-me ainda muito bem das piores coisas da infância, da escola (que era um cenário bem mais desanimador que a dos filmes do John Huges), dos colegas falsos (aqueles que te ignoraram a vida toda e derepente surgem agradáveis e saudosos da sua companhia via facebook e Orkut, fala sério!), dos meus desenhos e brinquedos favoritos. Por essa razão que me pergunto: PRA QUÊ UM FILME DOS SMURFS?

Smurfs era o desenho mais ridículo da minha infância. E olha que “ridículo” é uma palavra de grande significado na década de 80. Praticamente define esse período por completo. Tudo de mais exagerado, cafona e tosco foi produzido e consumido sem pudor. Filmes e músicas muito legais também foram paridas, mas às vezes é complicado se lembrar delas em meio aos cabelões armados, as ombreiras e as mullets. Mas hoje a década de 80 está na moda e uma série de remakes estão saindo do forno, baseados no nosso saudosismo. Nosso? Meu não! Não entro numa fila de cinema nem muito menos comprometo minha péssima conexão baixando um filme como Smurfs.

O desenho dos Smurfs, na minha opinião sempre foi tétrico e porcamente produzido e animado. Os bichinhos, seres, sejam lá que diabo, eram irritantemente iguais, tirando a Smorfete e o Papai smurf. Algumas coisas estratégicas como lápis atrás da orelha ou óculos definiam alguns em meio à multidão. Isso me revoltava, ainda não sei bem o porquê. Agora pensem comigo sobre a natureza diabólica desse desenho: só tinha uma fêmea entre todos os Smurfs! A loira belzebud de salto-alto-no-meio-da-floresta Smorfete! Não estou aqui conclamando as meninas a se revoltarem contra o machismo (óbvio, vamos combinar), mas como eles se reproduziam? Era inevitável aquela pergunta safada: quem afinal pegava a Smorfete! Era o Papai smurf? Aquele velho comunista (era o único a usar vermelho, sabe Deus por que razão)? E o pesadelo só se tornava maior à medida que o Gargamel se apresentava! Não sei que solução eles deram no filme, mas se não me falhe a memória, Gargamel tinha intenções gastronômicas com os pequenos azulados personagens. Ele queria comer os pobres!

Bem verdade que a chatice do desenho era o que mais me irritava. Os Smurfs podem até ser fofos na visão perturbada de alguém que vive à base de remédios, mas na verdade eles não são nem um pouco bonitinhos. Essa não cola. No desenho eles já eram sem graça, um 3D não vai fazer milagre. Até aqueles esquilos que cantam, Alvim e os esquilos, são mais fofos que Smorfete e sua turma. Não posso negar que fofura se tornou um conceito complexo após a Hello Kitty e todos os personagens kawaii que chegam do Japão, mas mesmo na época em que Smurfs passavam na televisão, eu já os achava detestáveis.

O filme ainda conta com o ator Neil Patrick Harris, que pra mim ainda é o moleque de Tal Pai, Tal filho. Alguém se lembra disso? Eu me pergunto quem foi que disse a ele que ele era engraçado. Talvez a mesma pessoa que disse ao Rocky Dennis, digo, Russell Brand que ele podia ser comediante. Ainda não vi produção que me provasse o contrário e sinceramente, nem estou esperando por isso. Gargamel ganhou vida pelas mãos de Hank Azaria, que não é um ator ruím, pelo contrário, deve ser o único realmente engraçado na produção, mas a caracterização é tão ridícula que dá pena. Nem é pela produção de quinta, mas o personagem já é lamentável, nem o Rick Baker opera um milagre ali. Aquela moça de Glee também parece estar na produção, mas não posso afirmar, pois quando anunciava o teaser na tevê, eu trocava o canal. E que preguiça de recorrer o IMDB! Esse site merece respeito, não vou usá-lo pra pesquisar Smurfs...

Mas, queridos amigos, me parece que apenas eu tenho problemas sérios com os smurfs, uma vez que a bilheteria do filme foi muito boa e uma continuação já está agendada. Será que o saudosismo é o único responsável? A falta de criatividade e vontade de fazer dinheiro também são mãe e pai de um filme sobre um dos piores desenhos animados que já vi na vida. Agora é esperar um remake de Punky (Silvio Santos vai às lágrimas com um negócio desses) com Christopher Plummer como Sr. Bicudo ou um filme 3D dos Ursinhos Gumi. Se bem que um filme dos Silver Hawks ia fazer alguém aqui em casa bem feliz...

ATUALIZAÇÃO APOCALÍPTICA:

Queridos amiguinhos, foi confirmado uma continuação para o filme dos Smurfs. Se você, pessoa descrente e cínica, que ainda duvida do fim do mundo em 2012, já não pode mais ignorar os sinais!! Já era difícil de acreditar que Papai Smurf tenha desbancado o peitoral, digo o talento, de Chris Evans nas bilheterias, jogando o Capitão América na lona, mas agora o pesadelo se tornou real. The shit got sirius, em bom português. Eu sei que tenho participação nessa manifestação demoníaca, pois eu fiz por onde. No passado, quando era uma criança cheia de maldade, eu persuadi meu irmão de amarrarmos um barbante no pescoço do bonequinho do Papai Smurf que tínhamos (não sei de quem era o maldito boneco, mas eu o odiava, não só por ser pirata e mal feito, mas por tudo que ele representava) e descermos o infeliz até a janela do vizinho de baixo. Meu irmão, inocente, achava que era pra zuar o vizinho, mas eu já entendia o que era a forca nessa época. Resultado da peraltice: Papai Smurf acabou caindo das mãos de meu irmão e ficou lá, prostrado em meio os vasos de plantas da janela do vizinho. Nunca mais soubemos dele ou tocamos no assunto. Era como um segredo sujo, no estilo Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, no caso, o que vocês fizeram na laje. Hoje, o velho rancoroso e maldito ressurgue da tumba pra completar sua vingança macabra e me atormentar em infinitos teasers na forma de um filme em 3D. Aqui se faz, aqui se paga...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um Blog sobre o nada...


Finalmente atualizando isso aqui.

Como é difícil manter um blog quando a sua vida é pouco interessante. Eu me considero uma pessoa discreta, não coloco nada sobre mim ou os meus em redes sociais (as quais pouco uso, sendo a total incapacidade de fazê-lo uma das principais razões). Mas o fato de minha realidade ser bem pouco movimentada, torna-se impossível manter um blog pessoal ativo.

Em virtude disso, pensei em atualizá-lo com notícias que despertem meu interesse. Seriam sempre dentro dos mesmos temas: filmes, mangás, séries de tv (geralmente asiáticas) e música pop. Colocaria uma ou outra coisa sobre a obsessão do momento. Sempre tenho alguma que martela a minha mente por semanas, meses e quando se torna anos, deixa de ser obsessão e digievoluiu para algo indefinido. Será que sou eu a única a alimentar uma obsessão por algo ou alguém (vivo ou morto, real ou feito com acetato)?

Lembro de ser assim desde a infância, quando me apegava a algum desenho animado e aquilo se tornava boa parte de minha vida por sabe-se lá quanto tempo. Um deles foi o desenho Alladin, da Disney. Como eu amava aquilo! Sabia as músicas de cor, comprava tudo que era bugiganga com a marca, chorava por não ter a fita (na época, ainda se vendia e usava videocassete, amiguinhos), em outras palavras, era uma fã modelo que os executivos esperam que sejamos. Eu era. E com orgulho.

Ainda nas obsessões animadas, a maior delas, sem sombra de dúvida foi o Shiryu de Cavaleiros do Zodíaco. Foi amor a primeira vista. Como resistir aos cabelos longos e negros do jovem (sim, muito jovem, 13 anos como contavam as revistinhas da época, as quais comprava todas) cavaleiro chinês? Nosso amor (?) era lindo, era intenso e muito verdadeiro. Não me importava que um clima rolava entre ele e a Shun Rei (sabe-se lá como escreve o nome da infeliz), pelo contrário, torcia pela felicidade do meu amado! Até uma trama diabólica se formou aqui em casa para nos separar, arquitetada por minha própria mãe (era o única forma de castigo que ela sabia que teria efeito sobre mim)! Lágrimas e soluços aos montes! Não é uma história de amor como dessas à venda na banca? No estilo Bianca? Mas infelizmente o final não foi arrebatador nem trágico. Nossa separação se deu como os romances da vida. O desgaste, uma das partes amadurece (essa seria eu, já que ele continuou o mesmo nas sagas seguintes) e deseja algo novo (no caso uma nova obsessão ou simplesmente outros animês que começaram a passar na tv também). O rompimento foi invetável, mas a lembrança permanece doce no coração.

Minhas obsessões humanas são mais voláteis, confesso. Uns não duram nem uma semana completa e outros se tornam especiais e eu me transformo numa fã normal e o (são sempre rapazes, pessoal) acompanho de perto, mas sem perder a pouca noção que me resta. Minha obsessão da semana é o novo "it boy" de hollywood. Mas um "it boy" de talento, por que pra ser vítima (existe palavra melhor?) da obsessão de um fã, esse alguém precisa ter algo a ser admiradado. Eu me deixo levar por muitos fatores, mas acredite: o último é a beleza física. Eu não nego que acho o Rain (quem não conhece, procure o filme Ninja Assassino na locadora ou no torrent, como queira) muito bonito, mas a música dele me atraiu primeiro. Assim como o vampiro mais festejado do momento (quem pensou no Edward de Robert Pattinson vá até um cantinho e chore, chore muito), o Eric de True Blood não me causa nada, além de bocejos. Mas como esse assunto se estendeu até o True Blood, que eu nem acompanho?

É melhor eu me despedir. Vou tentar escrever um post com algum assunto, antes que isso vire um blog sobre o nada, mas sem a mullets do Seinfeld, por favor.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crítica: O Grande Mestre


Como fazia um tempo que eu não escrevia nada por aqui, muito menos crítica de filme, resolvi retomar com um texto sobre o filme O Grande Mestre.

Para aqueles que não sabem, sou uma grande fã de filmes de artes marciais. Não sou especialista e nem posso dizer que vi a maioria deles, uma vez que a produtividade do cinema de ação de Hong Kong é pra deixar qualquer um doido. Se você der uma olhada na filmografia do Jackie Chan, por exemplo, vai notar que ele faz uns 3 a 4 filmes por ano! Isso é muita coisa! E olha que eu vi um bocado de filmes dele. Desde os mais novos aos mais antigos, como Drunken Master (que acredito que todo mundo viu) e Snake in the Eagle's Shadow (meu favorito). Mediante a uma produção dessas (que não é exclusividade de Chan, mas regra nesse tipo de cinema) é quase impossível assistir a tudo que foi e está em produção por lá. Mas mesmo assim, faço minha crítica como a boa criadora de caso que sou! XD

A história de O Grande Mestre (Yip Man, 2008, Hong Kong), conta de forma livre a história de um grande gênio das artes marciais chinesas, especialista e principal divulgador do estilo Wing Chun, Yip Man (mas também se usa Ip Man). O filme retrata uma fase de muita dificuldade na vida de Yip e sua família, quando eles ficam na miséria durante a invasão japonesa em 1937. Além de ver seus amigos cortando um dobrado para sobreviver e manter o fiapo de dignidade que ainda lhes resta, Mestre Yip ainda tem que colocar seu kung fu a prova contra os perversos invasores. Nada de spoiler, né? O filme é muito bom, não vou estragar nada!

Yip Man é interpretado por Donnie Yen, que defende o personagem com uma elegância incrível. No filme, Yip é um herói desses que aparecem raramente no cinema de hoje: honrado, cativante, extremamente forte e impossível de não te ganhar nas primeiras cenas. Ele é aquele mestre saído dos sonhos de quem tem alguma relação de amor com as artes marciais, que faz de tudo pra não lutar, que respeita o adversário, que enxerga além do mundano e que enfia o pau em qualquer um sem nem suar. A elegância dos movimentos, a expressão serena que o ator tem nas cenas de luta dão uma moral ao personagem que chega a arrepiar! Donnie Yen (que fez outros filmes que eu vi, como Herói, Blade II e Bater ou correr em Londres, mas que sabe Deus porque eu o apaguei da memória totalmente, não lembro dele em nenhum desses filmes!) mereceu todos os prêmios que recebeu por este papel.

As cenas de luta (que no fim das contas é o que todo mundo quer ver mesmo) são impressionantes. Para mim, elas precisam ser meio realistas, sabe. Eu prefiro. O cinema de artes marciais de Hong Kong tem muitas, digamos, variedades nesse aspecto. Filmes como aqueles mais antigos do Jet li como A saga de um herói, onde ele praticamente saía voando não fazem tanto a minha cabeça. Lembro que o pessoal no cinema chegou a rir das cenas em que Chow Yun Fat saía quase batendo asas em O Tigre e o Dragão. Quando usadas de forma meio over, fica tenso mesmo! Eu sou meio júri técnico da Dança dos Famosos nesse quesito: quero ver os movimentos perfeitos do estilo. Por isso que os antigos filmes de Jackie Chan, estão no meu coração, as cenas são realistas, os golpes são precisos e não tem muita firula. Depois ele se tornou bem mais malabarista, mas ainda sou muito fã! XD Alguns filmes americanos pós Matrix levaram as viagens marciais muito a sério, o que deixava tudo beirando o ridículo. Hoje, depois de filmes como Identidade Bourne, as lutas são mais realistas, mais pé no chão, como no ótimo Busca Implacável.


O pau come na casa de Yip Man!


As cenas de luta de Yip Man foram coreografadas pelo Sammo Hung. Lembra dele? Aquele gordinho de Arrebentando em Barcelona, o ciclista que apanhava em Mister Nice Guy e que estrelou uma série que passou na Band, Martial Law que se chamou aqui Um policial da pesada. Ele dirigiu e participou de alguns filmes do Jackie Chan e sua carreira é bem extensa com ator. Mas ele se superou em Yip Man! As cenas de luta são muito boas! Não sei se ele dirigiu as cenas ou apenas as coreografou, mas de qualquer maneira é incrível. Os ângulos, os golpes e o slow motion preciso e nem um pouco exagerado (alguns diretores andam errando a mão nesse recurso, vamos combinar!). Sammo se saiu muito bem e ainda me consegue um papel de destaque na continuação, Yip Man 2. Mas sobre esse, falamos outro dia.

A produção é muito caprichada. Foshan, terra natal de Yip (o filme usou locações em Xangai) é linda, colorida e charmosa num momento pré-invasão. Depois tudo fica cinza e triste, representando bem a situação de desesperança e terror que vivia a China. Isso não era muito comum nos filmes de artes marciais, muitas películas tinham uma produção pobre que beirava o deprimente, mas acredito que depois de produções como O Clã das Adagas Voadoras ficou impossível aceitar figurinos e cenários de quinta. Mas não espere esse glamour todo! O Grande Mestre é mais filme de luta mesmo, mas sem tranqueiras como os cavalos falsos dos filmes do Sai Yuk! XD

Algumas pessoas comentaram da campanha clara anti-japonesa no filme, já que os soldados nipônicos são retratados como verdadeiras pestes desalmadas. Vamos combinar que isso não está muito longe da verdade da época. Eles tocaram um terror na China e também na Korea, com episódios que deixariam os nazistas bem orgulhosos. A China de hoje é um país que, desculpe o palavreado, caga para os direitos humanos, enquanto o Japão é pacífico e defende um mundo sem armas nucleares. Depois que Hiroshima e Nagasaki foram bombardeadas o Japão mudou muito, mas ainda nega seu passado de vergonha e morte durante a segunda guerra e as invasões. No fim das contas, a verdade é que independente da nacionalidade, a humanidade sabe ser podre em qualquer língua.

Mas afinal de contas, por que fazer um filme sobre esse tal de Yip Man? Mesmo reconhecido pelas contribuições ao ensino do Wing Chun, Yip ganhou 3 filmes sobre sua história porque foi professor de Bruce Lee. Quando tinha 16 anos, Bruce iniciou seus estudos no Wing Chun e depois bem, simplesmente transformou o mundo. Algumas pessoas podem até nem gostar de Lee, mas a verdade é que sem ele não teríamos o cinema que temos hoje. Não o cinema de Hong Kong, mas o cinemão americano que tanto curtimos. Antes dele, não havia lutas coreografadas, um soco e o personagem já caía, levando com ele qualquer emoção pro buraco. É engraçado, mas o legado de Lee vai além dos filmes. Uma vez em um dos muitos documentários sobre sua vida, se me lembro bem, um de seus antigos alunos disse que depois dele, toda cidade tinha uma escola de artes marciais, seja qual for o estilo. Mas até aí ele significava muito para todos nós, mas para os chineses não tinha assim tanto valor. Mas após a gradual abertura da China para o mundo, os jovens tem buscado na figura de Bruce Lee um novo símbolo, um novo exemplo. Com o crescimento da popularidade de Bruce Lee, além de séries e outros produtos relacionados, fizeram um exelente filme para honrar o seu professor.



O verdadeiro Yip Man e Bruce Lee

Para aqueles que gostam de filmes de artes marciais ou apenas um filme bem legal com ação e algumas cenas bem tocantes, O Grande Mestre é uma exelente opção.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=nhz4Jl6nf58

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Crítica: Pika Ichi

Suzuki Hanako e Suzuki Tarou são dois estudantes invisíveis. Em sua escola, a prestigiada Aidane, eles são como fantasmas, ninguém os vê, ninguém percebe sua existência. Mas os Suzuki não são assim tão comuns. Curiosamente, sem terem real ideia disto, compartilham o mesmo amor por filmes de yakuza, com personagens fortes e lições de moral e ética. Justamente por isso entraram na escola Aidane: o lema da escola se parece com os rígidos códigos de conduta da yakuza dos filmes. Mas há algo de podre nesta escola tão famosa. Os alunos que pertencem à elite acadêmica, com as melhores notas, perseguem os alunos com as notas mais baixas e usando de violência e humilhação, conseguem expulsá-los do colégio. Quando Hanako e Tarou presenciam a humilhação de um colega, resolvem sair do anonimato e usando da mesma coragem dos personagens dos filmes, enfrentam os agressores. No dia seguinte, os Suzukis chegam mudados à escola. Uma nova era de justiça vai começar.

Este é um resumo do que acontece no primeiro capítulo do mangá Pika Ichi, de autoria das irmãs Youko Maki e Aki Mochida. O mangá estreou na revista ARIA, da editora Kodansha em 2010. Recentemente teve seu primeiro volume compilado.

Quando comecei a ler esse mangá, fiquei muito entusiasmada. Gosto muito da Youko Maki e embora nunca tenha lido nada da Aki Mochida, a ideia de duas irmãs trabalhando juntas me soava incrível (minha irmã e eu desenhamos estilos opostos, nunca poderemos ser como elas T__T). O capítulo inicial introduz muito bem os personagens, tudo acontece de forma dinâmica, divertida e é impossível não torcer pela dupla Suzuki. No final do capítulo, com a chegada triunfal dos heróis à escola, tive a certeza que esse mangá iria me agradar. Bem, não posso dizer que acertei na mosca. Ao longo dos capítulos seguintes a história começou a perder força. Os novos personagens não prejudicaram, mas também não ajudaram. A personagem Ibuki Mamoru por exemplo, ainda não disse a que veio.

Acho que eu fiquei meio aborrecida com os rumos da história porque criei grande expectativa com ela. Achei a ideia inicial fantástica: dois alunos inexpressivos, fãs de filmes de yakuza, aplicam os métodos e ética moral numa escola cheia de bullies. Seria um shoujo mangá com coisa de shounen sim, por que não? Eu amo shoujo e não posso me considerar uma entusiasta do shounen, mas também sei reconhecer que muitas coisas boas e divertidas podem ser encontradas num mangá para garotos(quem dera se os fãs de shounen pensasem assim como eu). Mas tudo isso acontecendo dentro do nosso estilo querido. A história podia render mais, eu penso assim. Minha sensação ao longo dos capítulos era ver uma ferrari andando a 60km/h, ou seja muito longe do seu real potencial. Pra se ter uma ideia, logo no primeiro volume os Suzuki encontram o "líder" do colégio, algo que poderia ser segurado um pouco mais pra frente. O embate deles foi meio brochante, não vou mentir pra vocês.

Será que as autoras queriam fugir do clichê e eu não entendi? Pode ser, mas não empolgou. Pelo menos não a mim e nem as audiências japonesas, uma vez que Pika Ichi não figurou entre os mais vendidos de nenhum ranking por aí. Talvez a história tenha vendido um peixe errado pra mim. Eu apostei em uma aventura e não era essa a proposta. Não defendo aqui uma aventura estilo "espetinho shounen", enfrentando os alunos maus um por um até chegar no topo. Nada disso! Mas essa é a única maneira de fazer? A ideia poderia ter mais suspense, a escola Aidane poderia ser mais assustadora, proporcionar situações de tirar o fôlego, com mais tensão e perigo. Olha eu aqui viajando...

Sobre a arte, não há o que dizer. Fantástica! Eu sempre fui fã da Youko Maki como desenhista, sempre se destacou na Ribon, assim como a Arina Tanemura, que por mais copiada que seja, é impossível confundí-la. Não sei como se dá o processo entre as irmãs, mas acredito que elas desenham a 4 mãos. O traço de Aki Mochida sempre lembrou o da irmã mais velha e não duvido que elas possam ter se adequando a um desenho em comum. A última série de Youko Maki na Ribon (sem contar o especial pra Ribon Lemon) foi Shouri no Akuma, cujo desenho ainda era bem no estilo que pede a revista, cheio de fofura, com arte-final delicada e muitas retículas (eu tenho e adoro, adoro, adoro). Já em Pika Ichi, o desenho está mais limpo, com bem menos retículas e arte-final mais firme. Essa direrença foi um dos fatores que me levou a imaginar uma história mais próxima aos títulos shounen. De qualquer maneira, o desenho é muito bom mesmo! Além de Pika Ichi, elas fizeram (ou fazem, não sei se ainda está em publicação) Zen Zen para a revista Cookie. Não li nada ainda, mas vou correr atrás pra dar uma olhada.

Vou continuar acompanhando o mangá e ver o que acontece. Nem sempre histórias que fazem sucesso tiveram um início explosivo, as vezes demora mesmo pra engrenar. Torço pra que dê muito certo e que os próximos trabalhos das irmãs sejam ainda melhores.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Milagre de Páscoa!

Milagre de Páscoa! Ressurreição do blog! XD

Estou escrevendo depois de mais de anos nesse blog. Não que nada aconteceu desde então, mas realmente não tinha muitas ideias. Fui vivendo, desenhando, estudando, trabalhando e deixando o pobre de lado. Agora estamos de volta e não vou prometer nada, mas vou tentar postar mais. Blog exige uma certa dedicação e eu não sou uma pessoa com muito tempo livre pra pensar em algum assunto interessante. Tempo eu até posso descolar, mas o assunto interessante...

Andei frequentando vários blogs, muitos de humor, muitos sobre mangás e outros temas. Não sei se isso me inspirou a retomar o blog, mas acho importante ter um espaço pra falar alguma coisa. Mesmo que ninguém leia...
Hoje blog virou arma de difundir qualquer ideia, seja ela boa, ruím, inútil, criminosa... Alguns blogs que frequentei eram muito bons, com textos bem escritos e tudo mais, mas em um deles a autora de perdeu, preferiu virar uma Sônia Abraão, se alimentando de polêmicas. Uma pena, deixei de seguir...

Enfim, vamos em frente! :)

Tentarei escrever uma crítica pro próximo post. Como minhas maiores paixões são mangás e filmes (doramas também, mas enquanto a minha conexão continuar à lenha, não poderei ver novos doramas), vou tentar escrever sobre um mangá que estou lendo e tenho orgulho de ter em casa a revista #1 na qual ele estreou. Aliás, eu já comentei o quanto eu amo essas revistas japonesas como a Ribon, Nakayoshi e Hana to Yume? As capas, os brindes, as cores... é tudo lindo demais! Eu comprei duas edições especiais da Ribon (lemon e orange), cada uma com 806 páginas e vocês não tem ideia do quanto elas são lindas! XD Os japoneses são fera em design gráfico, impressiona como eles combinam cores, fontes, textos e tudo mais com perfeição.

Post curtinho, mas pra um blog zumbi (que tava morto e saiu da tumba sozinho) tá mais que bom!