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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ai que raiva que me dá...


Este post era pra ter saído há alguns dias, mas não tive como colocar no ar antes. Mas como a coisa continuou martelando na minha cabeça, tive que escrever algo, nem que seja pequenininho. Na edição do jornal Extra do dia 8 de Setembro de 2011, na coluna Retratos da Vida, veio uma nota sobre a entrevista do ator Wagner Moura à revista GQ. Assim estava escrito:

"Não gosto de tirar fotos com outras pessoas, porque me sinto um suvenir", diz Wagner Moura sobre a fama de antipático que carrega. "Eu não faço o jogo das celebridades e arco com as consequências disso. Sou tachado de inacessível por várias publicações", completa o ator, em entrevista à "GQ".

Queridos, só em meus ouvidos essa declaração entrou quicando? Será que é mesmo um grande sacrifício um ator famoso posar para algumas fotos com seus fãs? Que por acaso são as mesmas pessoas que compram ingressos do seu filme, sua peça e dão audiência à sua novela? É claro que os fãs mala e sem noção existem, e eles são muitos! Mas não são todos. Mesmo assim, não é parte do trabalho dos artistas famosos dar atenção aos seus fãs?

Todas as profissões têm coisas boas e ruins. Mesmo quando você ama o que faz, sempre terá algum aspecto de seu ofício que será chata pra você. Isso acontece com TODOS! E até onde eu saiba, os atores, mesmo os de talento, são gente como a gente. Ou não? Eu por exemplo, amo fazer quadrinhos! Adoro desenhar, reticular e criar as histórias, mas DETESTO arte-finalizar. É algo que não gosto, nunca gostei, mas é uma parte do processo e é inevitável. Para ter as páginas lindas e prontas para leitura não posso pular a arte-final. Se pudesse não fazer, não faria, mas como diria o Kébler Bam-Bam: faz parte! Ser um ator famoso também tem seu lado bom e seu lado ruim. Se não consegue lidar com a parte ruim (leia-se lidar com os fãs, porque manter a privacidade depende muito mais do artista do que da imprensa, ou você não acha estranho não saber quase nada da vida de alguns deles, como o Matt Damon e saber até quantas vezes a Lindsey Lohan vomitou ontem?), vá fazer teatro experimental que ninguém nunca vai te reconhecer e pedir pra tirar fotos contigo. Mas a grana e a babação de ovo também será menor e isso você não quer, né meu bem?

Uma vez li uma declaração do Jun Matsumoto, um dos membros da banda Arashi, na qual ele contava que no início da carreira ficava impressionado e incomodado quando uma fã se acabava em lágrimas na sua frente. No entanto ele percebeu que para ele, aquela era mais uma das milhares de fãs que ele encontraria na vida, mas para ela era um momento único, especial pra vida toda. Não estou aqui pedindo que o Sr. Moura tenha esse tipo de postura madura e sensível, mas que pense que a foto com um fã é uma recordação, de um momento especial que provavelmente nunca mais se repetirá. Sem fazer comparações (mas já fazendo), tem um ator entre os mais talentosos e reconhecidos do mundo, que não faz o “jogo das celebridades”, que fez filmes elogiados pela crítica e outros que são do gosto do povão (em outras palavras, tem uma carreira de dar inveja) e ainda arruma tempo pra ser eleito o mais simpático e solícito aos fãs. Seu nome: Johnny Depp. Mas por que o Johnny, que até onde eu saiba é bem mais famoso que o Sr. Moura não se sente um suvenir? É a personalidade dele, Tabby-chan, cada um tem a sua! E ser profissional? Também depende da personalidade? Assim como o Johnny, tem outros artistas com casos conhecidos de atitudes simpáticas e amistosas, como a Lady Gaga, Hugh Jackman, Robert Downey Jr... são uns desconhecidos e pouco talentosos, não estão à altura do Capitão Nascimento, né? Uia! Baixou o Ricky Gervais....

Uma das piores partes da vida de atores famosos é sentar numa cadeira, durante a divulgação de um filme e receber dezenas de jornalistas, um depois do outro, cada qual com 3 minutos pra fazer as mesmas perguntas. Imagina o desespero que isso dá! Agora que o Sr. Moura está fazendo filme estrangeiro, é provável que ele passe por isso. Você, leitor amigo, me responda: você acha que ele será antipático com a imprensa americana, francesa ou alemã? Você acha que ele vai se recusar em tirar foto com os fãs (que souberem quem ele é) na première inglesa? Ou você acha que ele vai se comportar bem bonitinho e bem fofinho porque gringo não tolera frescuragem de ator terceiro-mundista e lá fora tem uma fila de latino-americano talentoso pra pegar a vaga (alô? Ricardo Darín?)?

Fala sério...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pra quê, gente?: Remake de Dirty Dancing


Mais um post da série: “Pra quê, gente?” chega de forma urgente e sem pedir licença (O que até ontem era um blog quase morto, ele já está no quarto e recebendo visitas!) Mas vamos combinar: qual a necessidade? É por essas e outras que faço coro com o nosso Heathcliff (versão Tom Hardy, com tudo original de fábrica) aí ao lado. I’m pissed!

Amiguinhos, eu não vou mentir aqui, diante do teclado da verdade: eu curto esse filme. Pode não parecer, mas eu sou uma menina romântica e sonhadora. Além disso, sou fascinada por dança, tanto que assisto ao Dança dos Famosos, mesmo com todas as minhas células vibrando ódio e rancor pelo Faustão (tem alguém mais sem educação? Nem aquela sua tia velha que mora no interior e sabe matar galinha é tão casca-grossa). As coreografias dos filmes musicais sempre me encantaram (quem quiser ir ao céu e voltar numa nuvem cor de rosa, veja no youtube a cena em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançam ao som de Cheek to cheek no filme Top Hat) e nesse quesito, Dirty Dancing cumpre bem o seu papel. Por isso me surpreendi com a notícia de um remake. Eu me pergunto: pra quê? Eu fico tensa, uma vez que fizeram um tal de Dirty Dancing: Noites de Havana com o Diego Luna, que não seduz nem a mais desesperada das piriguetes, vamos combinar! Ok, ele é uma rapaz fofinho até, mas imaginar que você ia ficar muito louca vendo o Diego Luna dançando e sensualizando é forçar a barra até quebrar! Sem contar a heroína, que além de parecer mais velha que o Luna, era aquela loira clássica caucasiana sem sal nem açúcar. Mediante a isso, não posso ficar tranquila imaginando o que farão com os personagens do Dirty original.

No blog do Papel Pop colocaram alguns nomes de supostos casais que encarnariam Baby e Johnny. Estavam lá pérolas como: Lea Michele (aquela menina metidinha do Glee) e Zac Efron (a Lea até faz o estilo alternativo de Baby, mas falou em musical falou em Zac Efron? Fala sério!), Mila Kunis e Hugh Jackman (hã?), Anne Hathaway e Justin feat. Timberlake (WTF? Justin? O cara do momento? Só se for um momento de parar e pensar seriamente em uma intervenção psiquiátrica) e até a Hermirone com um dos Jonas, que sinceramente não ser diferenciar quem é quem. Só de levantarem esses nomes, já deu pra entender que não vão respeitar os personagens originais em sua essência. Johnny era um macho alfa, um cara gostosão que deixava a mulherada com fogo na bacurinha, enquanto a Baby era aquela menina alternativa e inteligente, com bom coração, mas nem de longe chamava a atenção pela beleza. De todas, a Lea Michele é a mais próxima ao estilo Baby de ser, mas a ela falta o carisma que a Jennifer Grey tinha. Agora, no quesito Johnny... gente, acho que só o Hugh tem o que é preciso pra interpretar um homem com H em caps lock e negrito! Justin Timberlake?! Soltando os seus agudinhos? Com aquela carinha de pastel da feira de ontem (sabe qual? Aquele que fica descansando murcho e esquecido no papel toalha)?! Um dos Jonas??!! Que nem é aquele que usa chapinha?! Por favor, meu povo! O Ryan Gosling, também citado, pode até ser um pé de chumbo, mas ainda seria dessas, a melhor opção!

Vamos esperar com uma vela acesa para o Fred Astaire e outra para o Gene Kelly, pra garantir.