quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Fazendo um mangá com Tabby-chan



Oi pessoal!

Calma, não é o fim do mundo. Não é o apocalipse! O blog realmente está com alguma atualização! XD Esteve abandonado à própria sorte por muito tempo, eu sei. Mas não tinha o que postar, então...
Resolvi assim, fazer uma espécie de diário de bordo sobre o mangá que estou desenhando no momento. Está tudo sendo feito a passos de formiguinhas mancas, mas está sendo produzido. Ando ocupada estudando e priorizei essa parte. Um erro eu sei, mas agora eu aprendi. Um certo filme me ensinou que quando a gente busca a excelência, o sucesso vem. Coisa simples, né? Mas nem tão fácil de compreender e executar, principalmente. 

Todo mundo (meia dúzia de pessoas, na verdade) sabe que quando comecei a desenhar, não era buscando um estilo shoujo, né? Eram aqueles shonens de sacanagem leve (tem um nome pra isso, mas eu não sei qual é) e eu me divertia muito. Circunstâncias da vida (poética hoje) me levaram a conhecer o mangá Mars e a me interessar pelo shoujo mangá. E aqui estou. Enfim completa e feliz com a minha escolha. Os shonens de sacanagem leve nunca me deram a felicidade que os shoujos sempre me dão. 

Nessa época eu criei minha primeira história neste estilo (eu também escrevo, sabe) e é exatamente essa história que estou fazendo agora. Ela se modificou muito com o tempo, assim como eu me modifiquei, mas acredito que o básico dela é o mesmo. Pelo menos os personagens principais são os mesmos. Acrescentei uns, tirei outros, mas o casal protagonista ainda é o mesmo. Na época que criei a história, dificilmente conseguiria defini-la numa frase. Disseram-me uma vez, que se sua história é boa, você consegue explicar sua ideia em poucas frases. A minha se definiria assim: 2 jovens se tornaram outras pessoas devido grande sofrimento, mas só quando estão juntos, voltam a ser eles mesmos. Essa é a essência da minha história. Quantas pessoas você tem em sua vida com as quais você pode ser 100% você mesmo? Pois é...

 Atualização do blog chocou a todos...
 
Eu cheguei a esse conceito muito depois! XD Quando criei os personagens, eles não eram bem assim. A ideia foi sendo moldada aos poucos. Não sei como os outros trabalham, mas com essa história especificamente, foi assim. Acredito que o mais importante nisso tudo foi não desistir dela. Mesmo fazendo outros projetos, tendo outras ideias, nunca abandonei essa totalmente. Deixava na geladeira, esperando o momento certo de resgata-la. O momento chegou. E mesmo com tantas dificuldades, não sinto vontade de deixa-la de lado mais uma vez e começar uma coisa nova. Desistir então, nem pensar! Agora vai!!

Pra começar, vou dizer o título da história: Smells Like Cookie. Você que tem boa memória deve se lembrar de que prometi a algumas eras passadas, um mangá chamado Smells Like Mystery, né? Pois é. Ainda não lancei, pois queria engatar o Smells Like Cookie em seguida e não vejo como isso será possível com o trabalho pouco adiantado. Os nomes das duas são parecidos, pois os personagens de Smells Like Mystery na verdade são pertencentes mesmo à Smells like Cookie. SLM é tipo um spin off (chique, né?). A razão de a história ter esse nome eu prefiro não dizer. Afinal tudo será devidamente explicado nela, não vamos estragar a surpresa. Confesso que sempre fui péssima pra escolher nome de história. Levei um tempão pra chegar nesse, mas acho que ficou bonitinho. 
 Agora vai, gente?
 
Bem, nos próximos posts eu comento mais sobre o assunto. Vou falar de como trabalho, que tipo de material uso. Tudo nacional, tudo da papelaria ao lado. Além do fato de ser uma pessoa dura, sem grana e sem ter onde cair morta, o material não faz o artista, né?

A gente se vê!    

 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Me abana Bane!


E aí, meus lindos!

Nossa, o Tabby-chan Aqui está parecendo com as obras do Maracanã, um eterno marasmo. Completamente abandonado. Não vai pra frente... Desculpem meus amados seguidores e leitores! Mas depois do nosso último post, que ferveu nos comentários (graças a Deus), fiquei meio sem ideias mesmo. Mas hoje, passando por blogs ativos e interessantes, vi que saiu o último trailer do filme Batman The Dark Knight Rises (a.k.a Batman 3). Você já viu? Não? Então cata o link no final do post e assim como eu, PERCA A LINHA!!

 Bane é maneiríssimo, mas essa máscara esconde a boca angelinajolinesca do Tom...

Pra quem dormiu no ponto e está achando estranho um blog todo trabalhado no rosa, de uma fã de shoujo mangá estar nessa empolgação por causa de um filme do Batman, saiba que o nosso mascotinho Tom Hardy está no filme! (TODOS COMEMORA) Ele interpreta o vilão assustador (pelo menos no trailer) Bane. Tom voltou a sua forma gorilão (usada no filme Bronson) em TDKR e parece estar incrível no papel. O que para ele é fácil, pois ali existe um diferencial chamado talento.

 Nova definição para "walk like a boss": BANE

Depois que terminou o trailer, que a emoção deu aquela baixada, logo pensei: “agora todo mundo vai ver o que eu vejo no Tom Hardy”. Até pouco tempo atrás eu tinha o Tom como aquele muso meio exclusivo, que não era manjadão como o Johnny Depp ou o Robert Pattinson (oi?). Mas agora, dentro de um grande filme, ele será visto e revisto por muitas pessoas e com certeza terá seu talento reconhecido. A Origem também era um grande filme, muito comentado na época, mas ele era um coadjuvante (mesmo um coadjuvante que roubava cenas no carão). Aqui ele é o antagonista, o vilão que vai dar dor de cabeça ao Batman. Impossível não torcer, não rolar um egoísmo ridículo de não querer dividir o que NUNCA foi seu, mas que você se sentia dona porque não tem um pingo de maturidade e vergonha na cara.


Minha torcida por ele é muito forte. É como juntar todo o amor dos torcedores do Flamengo e do Botafogo num só coração. Na vida nada é garantido, (nem a morte, se você for o Goku XD piada otaku cretina é dose) pode ser que o filme seja tudo aquilo que esperamos dele, pode ser que não. Mas a verdade é que cedo ou tarde o merecimento se apresenta e pessoas realmente talentosas recebem sua chance. Quantas pessoas que hoje ocupam determinadas posições sem merecê-las, por ajuda de um pistolão ou por falta de alguém melhor no lugar? Várias! Mas a roda da fortuna não para de girar e quem realmente tem talento e é esforçado um dia chega lá. E pode chegar lindo, como esse tal de Tom Hardy.  

 "Agradeça a mim! Se não fosse o meu Heathcliff irresistível você não teria tão lindo mascote para esse seu blog de quinta! Hehehehehe!"

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O drama do fanzineiro


Oi moçada bonita!

Outro dia no twitter fiquei sabendo que o Anime Friends taí na porta e não demora a chegar. Eu gostava de ir nesses eventos, não vou mentir. Principalmente para comprar coisas com descontos. Mas nos últimos anos não tenho ido a nenhum. Falta de tempo, grana e acho que a minha paciência anda se esgotando. Tá pra nascer lugar onde você seja mais maltratado que em evento de animê. Staff mal educado, música altíssima, comida cara e escassa e sempre os piores lugares para ajeitar todo mundo. Mas se existe uma categoria que apanha há anos em eventos são os fanzineiros. Nem judas em sábado de aleluia recebe tanto carinho... 

 Na minha época o que bombava era Naruto nos eventos. E hoje? Nem sei...

No distante passado, ser fanzineiro era algo legal. Você tinha um certo status, uma moral. “Porra, eu desenho e crio minhas histórias!”. Mesmo mal desenhado e copiado de Cavaleiros do Zodíaco até dizer chega, você era mais que um fã. Você era alguém que produzia. Vender pela internet não funcionava, tinha que ir aos eventos, mesmo aqueles bem chulé. A estrutura era muito fraca, uma mesa ou cadeira para expor o seu material. Mas pelo menos tinha algum respeito, sabe? Você era parte do evento, parte das atrações, as pessoas vinham olhar, comprar, falar que seu personagem era a cara da Ryoko. Mas e hoje? O que é o fanzineiro?
 Você vai nos eventos pra quê exatamente? Eu vou pra comprar e compro nada.

O último evento que fui vender fanzines faz tempo. Foi num Anime Friends e ganhamos mesa e pôster. O local não era de todo ruim, acho que nos colocaram em um lugar estratégico, pois para chegar até outro espaço tinha que passar por nós. Depois desse ano, parei com zines e ao longo dos seguintes só fiquei sabendo das reclamações do pessoal. No último AF que fui apenas como fã, o local para zines era escondido e o número de artistas bem menor. Para chegar aos fanzines tinha que subir escadas e mais escadas. Não era mesmo um espaço visível e isso é a morte para os amadores. Quem vai lá comprar material amador por 5 reais se aquele chaveiro do Fullmetal Alchemist tá te namorando ali no térreo? Quando conseguir subir, já deixou os olhos da cara na barraquinha de piratarias!

Comiket no Japão é igual a ufologia: você vê as fotos, mas ainda assim não acredita. 

Quando vi que o site do AF estava no ar, dei uma olhada na parte de zines e descobri que o fanzineiro paga uma taxa, mas entra de graça. O ajudante paga uma taxa menor, mas parece que tem que pagar ingresso (é isso mesmo, produção?). Agora, queridos, pensem comigo: o ajudante que vai ao AF está lá pra curtir o evento ou ficar no lugar do fanzineiro enquanto ele vai ao banheiro ou come alguma coisa? “Mas tem muita gente que abusa, sabe? Vai pra curtir o evento!”. A sensação que me dá é que quem faz essas regras nunca foi fanzineiro. Ficar lá almejando que alguém veja e compre o seu trabalho, num lugar que deve ser bem ruim, é muito cansativo. É FUNDAMENTAL alguém pra te ajudar! Ambos deveriam entrar de graça, ou pelo menos o ajudante pagar um ingresso mais barato.  

 A qualidade dos fanzines japoneses não é só no desenho: olha o capricho das revistas! Agora imagina quanto não sai um acabamento desses no Brasil?
E aquela regra de que mesmo que o fanzine esgote você tem que ficar na mesa? Que diabo é isso? Eu levo minha tiragem, ela esgota e eu não posso sair? É uma punição? “Mas aí a pessoa leva 5 exemplares, vende e sai aproveitando o evento de graça....” Gente, pelo amor de Deus! Vamos estipular a tiragem mínima, mas manter a pessoa presa ali, a impedindo de circular de graça é ridículo. Acho que o pessoal desses eventos deve achar que fanzine se faz sozinho, que sai no 0800. O custo de um fanzine dentro de uma tiragem de 50 exemplares vai sair bem mais caro que um ingresso. Acho muito difícil que alguém produza um zine para entrar de graça no AF! Estão notando a lógica louca disso tudo? Que culpa tem a pessoa se o fanzine dela foi um sucesso e esgotar? Parece até que esses 15 fanzineiros vão levar o evento à falência...

 A coragem (e a cara de pau) dos cosplayers ainda é o must dos eventos...

Quem fazia fanzines na minha época (e acredito que ainda seja assim) fazia por amor. Amor ao mangá, aos seus personagens, aos personagens dos outros. Eu estava ali tentando vender minhas ideias, meu desenho, fazer amigos, ver as pessoas lendo meu material. Essa vida de amador-fanzineiro-batalhador é muito sacrificante. Você gasta dinheiro, vira noites desenhando, montando no computador e quando vai vender corre o sério risco de ser tratado como alguém que só quer entrar de graça. Te jogam num canto qualquer sem a menor cerimônia. E depois ainda falam que o pessoal não quer produzir, que o mangá está em decadência...

Quem ainda tem paciência pra esse tipo de coisa?   

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tutorial para gifs animados


Oi pessoal!

Não sei se vocês sabem, mas eu sou louca por gif animado! XD Adoro fazer e adoro colecionar gifs para colocar no blog. Quem já esteve no meu outro blog, o Bolly Tabby sabe o quanto eu amo gifs! Por essa razão, resolvi fazer um pequeno (e tosco) tutorial para quem quiser fazer gifs. Durante um bom tempo eu procurei programas e formas de fazer gifs e acho que agora consegui uma boa maneira de fazê-los! Então vamos nessa?

Existem muitos tutoriais no Youtube pra fazer gifs animados (alguns muito bons, outros só ensinam a animar as fotos e isso não é o suficiente para nós), mas a maioria usa programas que eu não consigo usar. Um deles é o AVD Video Processor, disponível apenas na versão trial. Esse programa é muito bom, mas a malandragem do crack não é possível usar (acreditem, eu tentei). Assim, os programas de usaremos são: Free Video to Jpeg Converter e o Photoscape. Ambos são leves e gratuitos, ou seja, você não corre o risco de perdê-los do nada.

Vamos começar com o Free Video to Jpeg Converter:

Esse programa transforma os vídeos em frames, ou seja, em fotos. O gif nada mais é que uma animação que se repete sem parar. Assim sendo, se você quer transformar aquela careta da Lady Gaga em gif, primeiro precisa transformá-la em fotos. Para ser honesta, nunca usei um vídeo enorme, com mais de 2hs. Pegava no Youtube ou cortava um pedaço do filme usando o Vegas (acredito que o Windows Movie Maker possa fazer isso, não sei). Como vocês farão com seus vídeos, fica a cargo de vocês.
Muito bem, você baixou o programa (gente, tem link pra baixar ali na palavrinha em azul), instalou e agora vamos abrí-lo:

  Esse é o Free Video to Jpeg Converter

 
Aberto o programa, vamos catar o vídeo que vamos usar. Uma vez selecionado, vai aparecer ali em cima, tá vendo? O meu ali é "Devdas - Chalak Chalak", viu? 

 Essa parte é importante: ali no frames você vai selecionar em quantos frames seu vídeo será dividido. O meu está selecionado 10, que o máximo que ele divide. Ou seja, meu gif terá muitos frames, ficará bem animado, mas mais pesado também. Use a setinha pra escolher quantos frames quiser.

 Aperte o Converter e ele iniciará o processo. Dependendo do tamanho do seu vídeo, pode levar algum tempo. Você escolhe onde quer que ele jogue a pastinha com os frames. É importante saber onde essa pasta está, pra não ficar feito barata tonta depois. Aqui termina a parte do FVtJC.

Agora vamos para o Photoscape:

O Photoscape é um programa pra manipular imagem, mas como eu acostumei com o Photoshop, só o uso pra fazer gifs mesmo. Se quiser saber mais sobre o programa, tem blogs e tutoriais por aí, dá aquela procurada. 
Agora que você já baixou e instalou o programa, vá em Animação Gif. A tela que abrirá é a que está abaixo:   
 
 Calma Cocada! Vou explicar os números coloridos com muito amor... se liga nos números coloridos e segue a tia...

Lembra que falei pra lembrar onde a pastinha foi parar? Pois é, você a usará agora. Lembre-se de arrastar os frames selecionados juntos e na ordem correta da animação, senão dá bode. Selecionados, arraste pro meio do programa, que estará em branco. O gif vai animar imediatamente. Dá aquele stop na criança e ajeita as coisas.

Play e Stop, você já reconheceu, né? Ali no Alterar o tempo, você altera a velocidade de um frame pra outro. Nem sempre é um padrão, vai mexendo e dando play, até ficar como você quer. O Photoscape ajusta o tamanho por porcentagem, então vai ajeitando como preferir. Ah! Deixa o Papel Completo marcado. O porquê eu não sei, aprendi assim e tá dando certo até agora... XD
Reparou ali no Prévia no Navegador da Web? Com ele dá pra ver como o gif fica online. Bom para ter uma ideia de tamanho e velocidade.

Na parte de cima ficam os frames que você selecionou. Caso queira ajeitar o tempo de apenas um frame (pra colocar uma frase, por exemplo), tem que clicar só nele, senão altera o tempo de todos. Terminado o gif, é só salvar. Ele avisará o tamanho em que ficou. Quando terminar esse gif e for fazer outro, deleta esse frames dessa linha em cima, senão eles se somam aos que você quer animar em seguida.

Mas e o Fireworks? Pra que serve?

Gente, o Fireworks é pra dar aquele tapa no gif, uma arrumada nele. Nesse programa você pode abrir o gif (mas o gif já pronto, ele não vai animar) e cortar, adicionar coisas e alterar o tamanho como quiser. Até onde eu saiba, o Fireworks não é gratuito... entonces...

Tá e agora? Onde coloco o meu gif? 

Se você tem um blog e quer colocá-lo lá, ou no Orkut, ou sabe Deus onde, é provável que precise hospedá-lo em algum lugar antes. O Blogger, por exemplo, não entende o gif. Pra colocar aqui tem que antes fazer um upload em algum site como o Photobucket. Existem outros, mas não me lembro. O Photobucket é bom, só coloco as minhas lá. Depois de hospedar seu gif, você terá o direct link dele e poderá colocá-lo aqui, assim:

 
Gente, desculpem se ficou confuso. Foi o meu primeiro tutorial! XD Quem tiver dúvida, deixa a pergunta nos comentários, ok? 

Espero ter ajudado... XD  
 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

My Bolly Version: Lupin III


E aí moçada bonita?

As atualizações do Tabby-chan Aqui estão bem irregulares, né? Desculpa pessoal (não me abandonem)! T__T O outro blog está a todo vapor, mas como já expliquei, são só resenhas, fica mais fácil atualizar. O Tabby-chan Aqui é mais variado, precisa de boas ideias, o que não é mole de parir (é muita cara de pau, parece até que esse blog é super original e maneiríssimo)! Mas além da falta de ideias, comentei que estou fazendo um novo mangá, lembra? Estou muito empolgada, tenho dedicado muito tempo a ele e espero que não demore muito pra poder mostrar a todos o resultado (só o capítulo #1 tem 46 páginas...). Deixando isso de lado, nosso post de hoje é mais um MY VERSION! Só que é um My Bollywood Version, de um animê que amo: Lupin III!! XD


Ai, tô boiando... Lupin é o do Harry Potter? 

Não, amigo. Lupin III, ou Lupin the third, ou no original Rupan Sansei, é um mangá de 1967, escrito e desenhado por Monkey Punch. O mangá acompanha as aventuras do neto do famoso ladrão Àrsene Lupin. Sim, aquele mesmo, dos livros de Maurice Leblanc. Lupin III é praticamente um tesouro nacional no Japão, pois já teve séries de televisão, filmes (pelo menos O Castelo de Cagliostro é obrigatório, já que foi dirigido pelo nosso querido Hayao Miyazaki), especiais para vídeo e jogos de vídeo game. Os personagens do mangá são clássicos e por gerações tem encantado o público japonês e mundial. Aqui no Brasil a série foi exibida no extinto (e absolutamente querido, ao qual devo muito) canal Locomotion. Simplesmente amava o animê! Diversão garantida a casa episódio!

 Galera firmeza: Goemon, Jigen, Lupin e Fujiko!

Na história, Lupin é um ladrão inteligente, esperto e debochado que junto com seu parceiro de crimes, o ótimo atirador Jigen, levam o pobre Inspetor Zenigata à loucura. Além de Jigen, Lupin também conta com a ajuda do incrivelmente habilidoso samurai Goemon. A garota da série é a sensual e esperta Fujiko, que era meio revolucionária para sua época. Ao contrário das mocinhas apaixonadas e às vezes sem muita função na trama, Fujiko é uma ladra tão habilidosa quanto Lupin, que volta e meia passa a perna nele e fica com tudo para si. Lupin arrasta um bonde por ela, e sabendo disso, a moça usa todo o seu charme para conseguir o que quiser dele! 


Agora, já imaginou Lupin III feito em Bollywood? Imagine todo aquele clima delicioso da década de 70 em um filme sem medo de usar todo o brilho, cor e alegria dessa década? Imagine as músicas disco mais divertidas possíveis e as cenas de ação mais surreais, empolgantes e escalafobéticas feitas pelo cinema. Imaginou? Eu também! XD O cinema indiano não tem medo de ser feliz, de ser ridículo e de ser incrível. Lupin III merecia um filme assim. Não é segredo pra ninguém que na Índia se faz muitos remakes de filmes americanos, né? Já passou da hora da inspiração vir de um país ali da Ásia mesmo e começarem a fazer alguns filmes inspirados em mangás e animês. Os filmes e séries de tevê de Lupin III são bem bolados e divertidos, dentro daquela estética anos 70, com carros e armas vintage. Seria um grande e divertido filme (dirigido pelo Rohit Shetty, o mesmo do meu amado filme Singham)! E eu até já escalei os atores! Sente o drama: 


Lupin é um rei e merece ser interpretado pela majestade de Bollywood. Você pode até achar que o SRK está meio passadinho para viver o personagem, mas acredite: ele conseguiria. Umas das habilidades deste homem é parecer mais jovem do que é e ainda exibir um six pack impressionante (todas comemora)! Mas se ainda não se convenceu, pense comigo: carismático e divertido, muitos atores são, mas fazer uma cara de deboche mais perfeita que o SRK, NINGUÉM. E o Lupin é um debochado! Você que é fã do SRK e está lendo isso, imagina um Don numa década de 70 colorida e mágica, bem menos maligno e muito, muito mais divertido, safado e debochado. Você veria esse filme? Eu também. XD


Jigen é um parceirão do Lupin (e um dos meus favoritos da série), sempre executando os roubos espetaculares com ele. Então convocamos o BFF do SRK, Arjun Rampal. Já assisti a alguns filmes com ele e gosto do ator. Ele tem um ar misterioso, combina com o personagem, sempre escondendo os olhos naquele chapéu enorme.    
   

Obviamente que Fujiko tinha que ser linda e coisa que não falta em Bollywood é mulher bonita. Mas Kareena nasceu para ser a Fujiko indiana! Além de sexy, Kareena me passa a ideia de ser esperta, com veneno e sensualidade na medida certa para fazer do nosso Lupin, gato e sapato. 


Colocar um indiano pra fazer samurai é gozação, né? Por isso escalei o Takuya Kimura para viver o Goemon. Como o nosso elenco tá meio maduro, não cabia colocar um moleque da Johnny’s para viver o nosso amado samurai, concorda? Kimura é um astro da mais alta categoria no Japão (o nosso filme tem nível, cacete), preenchendo com maestria todos os requisitos de um idol (é cantor, ator, dançarino, modelo, garoto propaganda...). Kimura de Goemon seria uma rykeza! XD


Não poderíamos esquecer o nosso Inspetor Zenigata, né? E quem melhor que o Irrfan Khan? Além de ótimo ator, ele me passa uma imagem de que eu teria tanta pena dele no filme (sempre sendo passado pra trás pelo Lupin) quanto nos animês! Zenigata é o típico japonês: cumpridor dos deveres, íntegro, trabalhador e incansável. Ótimos predicados para ser policial, que diante da esperteza de Lupin, seus fracassos ficam ainda mais engraçados.

Fiquei sabendo que por muito tempo Lupin III ficou restrito ao Japão por conta de questões de direitos ao nome. Mas a obra de Maurice Leblanc virou domínio público e Lupin está livre pra aprontar por onde quiser. Inclusive na Índia! XD A história talvez até ganhe uma versão para cinema um dia (ela é bem universal, Lupin poderia ser de qualquer lugar), mas prefiro não pensar nisso. As adaptações de animês e mangás por Hollywood tem sido uma decepção e não gostaria de ver meu querido Lupin se chamando Johnny Lupin e sendo interpretado por um saradão inexpressivo. Por isso prefiro sonhar com uma versão indiana, pois já sei o que esperar: cor, música, barulho, brilho, luz, exageros (nas interpretações e cenas de ação) e muita, muita diversão.      

Ficou impressiondo, né Tom? A sua Tabby-chan tá é lôka!


Mas você iria ver esse filme, né?