Mostrando postagens com marcador filme indiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filme indiano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2012

Na falta de ideias, uns anúncios


Oi pessoal!

Esta semana estamos com uma total falta de ideias para esse post. Então, na maior malandragem, vamos dar alguns anúncios importantes e escrever sobre coisas nada a ver. É estranho como a falta de pauta tem acometido o nosso blog. O caçula, Bolly Tabby, é mais fácil de atualizar, pois é só escrever resenhas, mas o Tabby-chan precisa de mais esforço, né? Um certo esforço mental que não estou conseguindo fazer muito bem. Mas vamos em frente, que pelo menos alguma atualização na semana tem que rolar por aqui.

Tabby-chan lança novo blog: Bolly Tabby

Pois é pessoal, depois de chorar a falta de ideias, eis que apareço com um novo blog! O Bolly Tabby surgiu da necessidade de comentar sobre os filmes indianos que tenho assistido. Como as pessoas que me são próximas não são lá muito fãs, resolvi escrever para o mundo (que coisa linda isso). São apenas resenhas, críticas e esculhambação dos filmes. Não tem notícias ou outras coisas do gênero. Espero que vocês possam passar por lá e quem sabe seguir alguma recomendação minha. Olha, alguns filmes são toscos mesmo (está lá a crítica de Ra.One pra você ter uma ideia de onde eles podem ir) mas tem muita coisa boa. Não deixem de dar um pulinho lá! 

Vem ser feliz com a gente no Bolly Tabby!

Shoujocast #49: Obras que marcaram nossas vidas


A nova edição do shoujocast está imperdível! Além da Valéria, Lina Inverse e eu (sim, sem se importarem com a minha estranha voz, me convidaram de novo, obrigada meninas), temos a participação dos ouvintes! Todos falaram de obras, como filmes, livros e mangás, que nos marcaram. Finalmente minha experiência com o maravilhoso mangá Mars ficou registrada. Fiquei até emocionada quando contei. Realmente mudou minha vida. Não deixem de ouvir a primeira parte, está muito legal! Shoujocast aqui

Lindeza em mangá e em dorama made in Taiwan

Guerra é guerra chega aos cinemas

Pois é, nessa sexta-feira vai estrear o filme Guerra é guerra com o nosso massacoty e muso Tom Hardy. Como vocês já devem estar imaginando, estou quase pirando, pois na minha vila tem apenas uma sala de cinema (recém-inaugurada) passando John Carter dublado. Mas eu vou dar o meu jeito e vou prestigiar o Tom. Obviamente não vou esperar muito do filme, que flopou bonito nos cinemas americanos. Acho que não foi só o fato de ninguém comprar a ideia do nosso divo e mais o Jimmy Neutron correndo atrás do Gizmo, quer dizer, da Reese, mas tudo no filme parece anunciar uma bomba. Mas o Tom está tão bonito, não tem como não prestigiar. Então, se você estiver com dinheiro sobrando, dá aquela passada no cinema!
 
"Pelo menos eu me esforcei e estava super gato no filme..."

Próxima semana vou ver se preparo um post decente para os meus queridos leitores, mas essa semana vai ficar isso mesmo...  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Crítica: Chak De India


Oi pessoal!

Depois de ver alguns filmes indianos (alguns muito, muito bons outros bem fraquinhos), resolvi fazer a crítica do único que é obrigatório pra todo mundo. Sei que alguns que frequentam meu bloguinho não terão paciência para ver as danças coreografadas, as declarações de amor em meio às lágrimas e toda a breguice apaixonante do gênero. Sendo assim, convido a todos a ver um filme que não tem nada disso, que é muito bem feito e está repleto de coisas que amamos ler nos nossos mangás de esporte (ou não) favoritos: amizade, determinação e espírito de equipe. Isso tudo e mais é Chak De! India.


Sinopse do filme no estilo Tabby-chan:

“Kabir Khan (interpretado por Shahrukh Khan, que está em seu melhor visual nesse filme, conseguindo até ficar super-pegável) defendeu as cores da Índia no time nacional de hockey na grama, mas acabaram levando ferro na final contra o Paquistão (aí sacaneou, né?). Flagrado num momento fair play com outro jogador, Kabir foi acusado de vender o jogo e tratado como traidor (crueldade, você pensou, mas o que o nome Felipe Melo ainda te causa?). Sete anos depois Kabir volta à cena do hockey, mas como o treinador do absolutamente desacreditado time nacional feminino. A partir daí, as 2h e 40 min do filme passam voando...”

Eu sempre gostei de filme de esporte (e mangás também). Nem sei quantas vezes já assisti Coach Carter, que mistura dois gêneros que adoro: esporte e professor. Mas a maioria deles é com homens. De cabeça me lembro de “Driblando o destino”, alguns com cheerleaders e patinação no gelo (se alguém lembrar mais alguns, me avise). Mas esses que me lembrei costumam focar em situações alheias ao esporte, o relacionamento familiar, entre namorados, disputas de egos e em muitos deles as cenas da competição ficam em segundo plano. Em Chak De! Índia o foco é, como já diz no pôster, vencer. O filme se divide entre os treinos, a competição e tudo que os levou até ali. É claro que os conflitos de cada um acabam aparecendo, mas a questão principal, o jogo, as dificuldades, se sobressaem.

 As melhores jogadoras da India

Chak De! Índia (que significa Vai! Índia) é um filme para todos, mas especialmente as meninas vão se identificar. Você que viu a novela Caminho das Índias sabe o quanto a cultura daquele país é machista. As boas moças indianas tem que ficar em casa, não há espaço para elas nos esportes. Isso é dito com todas as letras durante o filme. Ninguém acreditava nas atletas, nem mesmo seus familiares e namorados. Acompanhamos a verdadeira luta para a simples existência do time. Em uma cena em particular, as garotas são obrigadas a jogar contra um time masculino e a preleção do técnico antes dessa disputa (tratada como uma forma de humilhar ainda mais as moças) faz inflar dentro de nós mulheres aquela vontade de pegar também em um bastão e sair por aí exigindo nosso espaço! XD  

 "Presta atenção, gente: cada uma vai tentar achar legenda para Don 2, ok?"

Algo que fica muito claro no filme foram as diferenças que existem em cada região da Índia. Nós aqui no Brasil não sabemos o que é olhar alguém e imediatamente saber de onde essa pessoa veio. Somos todos muito parecidos em nossa miscigenação e mesmo com pequenas rusgas entre nativos de algum estado, quando chega a Copa, somos todos brasileiros. Lá não é bem assim. Existem diferenças inclusive físicas entre as pessoas e foi complicado para o técnico Kabir fazer aquele grupo ir além dessas divergências e se unir como um único time. Mas a cena que marca essa união forjada no suor, na luta e debaixo do calor de rachar é ótima.

 Técnico Kabir sabe ser grosso mostrando o muque

Caso você esteja pensando que o filme é mais do Kabir do que das atletas, está enganado. Toda história do técnico, do céu ao inferno, se entrelaça com as histórias das jovens, todos ali tentando provar que são mais do que o mundo disse que eram. Algumas jogadoras se destacam como a troglodita Balbir (que mostra a violentíssima Argentina quem tem o pau na mão), a espevitada Komal, a talentosa Preeti (que tem o pior namorado do mundo) e a mais encrenqueira de todas, Bindia. O técnico Kabir é a cola que une todo o time, que ama seu país e acredita nas garotas, sempre exigindo o melhor delas. A história dele é muito triste, me fez pensar em quantas vezes já crucifiquei jogadores e técnicos, sem pensar que eles também têm família, vida e que às vezes dar tudo de si ao seu país não é o suficiente.

 Tá, admito: dava uns pegas no Shahrukh!

Já vi alguns filmes com o Shahrukh Khan e acredito que esse seja um dos seus melhores papéis. Ele não canta nem dança (coisa que ele faz muito bem, diga-se), mas está muito verdadeiro como o sujeito que perde tudo e se agarra num time mambembe e desacreditado para continuar vivendo. Mas quem for ver o filme, fique sabendo que SRK (é muita intimidade com os astros de Bollywood) é uma estrela de primeira grandeza na Índia, do tipo que nem consigo imaginar. Cinema é o único entretenimento do país, cuja indústria cinematográfica produz centenas de filmes por ano. Se você é o mais bem pago e está nas listas de favoritos de todos, ser chamado de King Khan não é nada demais.

 "Vamô lá, galera! Vamos correr pra comentar esse post!"

Quando o filme terminou e as emoções das cenas finais ainda estavam na minha cabeça, pensei que este filme poderia ser facilmente refeito no Brasil, mas com futebol feminino. As dificuldades com patrocínio, o preconceito, a falta de apoio e a falta de compreensão estariam todas ali, sem precisar trocar nem os diálogos. A realidade desse filme não é uma ficção para nós, infelizmente. Quem sabe se um “Vai! Brasil!” não poderia ter por aqui um efeito parecido com o que aconteceu na Índia, com uma explosão do hockey entre as meninas. Seria a glória ver um time de jovens atletas influenciadas pelo filme arrasando nas próximas olimpíadas.  

Cotação do Blog:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Breguice é teu nome!

Oi pessoal!

Quem acompanha a minha conta no twitter (@tabbykink, amores) sabe que estou numa vibe indiana, né? Ando vendo filmes de Bollywood direto e me divertindo muito. Muita cor, muita dança, música pop, romance (sem beijo, mas acho que já estou me acostumando) e um bom punhado de lágrimas. Um dos meus favoritos até aqui foi Rab Ne Bana di Jodi, que foi hilário e divertido até não poder mais. Mostrei uma cena musical à minha irmã e ela assistiu com um nítido constrangimento. XD Transparente feito água mineral Minalba, foi fácil perceber que ela não gostou. Foi então que ela deu a sentença: é BREGA! Depois de refletir alguns minutos sobre isso, percebi isso é uma constante em minha vida! Tabby-chan, breguice é teu nome!  

 Taani e Raj (Surinder disfarçado), personagens de Rab ne Bana di Jodi

Fazendo uma análise profunda da minha existência (que frase linda), percebi que desde muito tempo sou brega. Cafona, mesmo! Mas acho que só me dei conta disso agora mais velha. Quando eu digo “se dar conta” quer dizer abraçar o seu eu brega e correr feliz pelas montanhas no melhor estilo Noviça Rebelde fazendo alôka! Mas não devo isso os indi filmes, não! Eu entrei mesmo no mundo da breguice espetacular do pop graças a uma certa banda de J-pop chamada Arashi.

A verdade é que o Arashi merecia um post só pra eles, contando como eles me ajudaram a aceitar a verdade universal da minha vida: adoro um pop! Por um bom tempo eu tentei ser o que não sou. Tentei gostar, assistir e ouvir coisas que a crítica e as pessoas “de bom gosto e inteligentes” gostavam. Por um bom tempo não tinha respostas para perguntas simples como: qual sua banda favorita? Agora, se me perguntarem, ficaria dividida entre várias! Todas seriam boy bands asiáticas, pop e beirando a breguice total (paletó de oncinha só é brega na India, né?). Quem conhece o Arashi sabe que a banda, assim como a maioria absoluta do cast da Johnny’s, usa roupas cafonérrimas e possuem algum clipe bem tosquinho (e quem disser que kpop também não tem isso, tá de palhaçada). Mas quando eu me dei conta que já não podia deixar de ir ao Youtube ver vídeos deles, baixar as músicas e colecionar fotos do Jun Matsumoto (aliás, por onde anda meu cd com suas fotos?), olhei para mim mesma e mandei um foda-se à sociedade. Com toda a força do meu espírito grito ao mundo: EU ADORO BOY BANDS ASIÁTICAS E TENHO VERDADEIRO HORROR AO RADIOHEAD!! XD

 Arashi é pura alegria pop!

Mas como a Tabby-chan não seria a super-brega-girl-of-the-world? Se ela adora os shoujo mangás mais dramáticos (que tem algumas tramas que não devem nada aos filmes indianos mais cretinos, vamos combinar), as capas de revistas japonesas mais mirabolantemente coloridas e os brindes mais espalhafatosos e cheios de laços que vem com a Ribon? Olha, eu amo shoujo mangá como gordinho ama o Mc Donald’s, mas preciso reconhecer que tem certas coisas cafonas que só! E isso é muito legal! XD Os mais inteligentes que procurem Aristóteles e Nietzsche no seu mangá seinen, shonen, josei, como queira! Eu quero é rir, chorar e me desesperar com todos os shoujo mangás mais ridículos, bregas e sem noção que o Japão possa me oferecer! Eu quero é mais!

 Aposente o seu abanador de papelão da Brahma e use o da Ribon! É fresquinho na base da breguice, amor!

Com todo esse histórico, de quem genuinamente gosta de ver novela mexicana e canta o tema da Maria do Bairro a plenos pulmões, como não se perder pelos filmes de Bollywood? Querido, é dança coreografada na batida! É personagem a beira da morte pedindo que sua amada seja sua nas próximas vidas, é história de amor melosa mesmo, que está atraindo até formiga no computador! Como eu não tinha entrado nessa onda antes? Essa minha mania de chegar atrasada em tudo é UOH! Confesso que no início fiquei meio constrangida, com receio da breguice em estado puro, da cafonice arremessada na sua cara com o maior amor! Mas agora já baixei música, já arrisco uns passinhos, já estou me familiarizando com os atores. O céu cor-de-rosa da cafonice admitida é o limite para mim! XD

 Filme indiano é puro amor!

Não por acaso o nosso mascoty é o Tom Hardy, né? E tem alguém que deliberadamente queima o próprio filme tão bem quanto ele? As fotos de cueca, zuando com as perucas, posando com os fãs imitando o De Niro (eu acho mais parecido que com o Marlon Brando, pronto falei), sem contar as declarações que nenhum astro de cinema em seu juízo normal soltaria na cara dura. Talvez essa conexão com seu lado tosco (que no meu caso seria bem mais que apenas um lado) tenha me atraído nele sem nem saber. Assumir a breguice e a tosquice em seu interior liberta! E como liberta! XD

 Tom Hardy: mais que um mascoty, um ídolo!

A partir de hoje tentarei ser cada dia mais sincera e como a Lady “Guru” Gaga ensinou, abraçar tudo que há de estranho em mim. Assinar um contrato de fidelidade com o que houver de mais divertido, colorido, brega, espetaculoso e anti-críticos-da-Rolling-Stone. Vou lá na locadora torrent ver quais novos filmes do Shahrukh Khan estão disponíveis (e sair baixando as irresistíveis músicas que ele canta), varrer o Youtube atrás dos novos e super-bem-coreografados vídeos do Shinee, Beast, Wonder Girls, TVXQ, 2PM e mais um monte de Kpopers, aguardar com ansiedade os próximos brindes da Ribon (esperando que eles tenham muitos laços e jóias coloridas) e torcer para o SBT reexibir pela enésima vez A Usurpadora.

 "Querida, sempre soube que você tinha os dois pés na breguice mais cretina! Bjos!"

Ah, como é bom ser a gente mesmo...     

Aqui está a cena que mostrei pra minha irmã e desencadeou essa epifania da breguice assumida: