quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Crítica: Ação Magazine


Oi pessoal!

Num post anterior, prometi que se o blog ainda existisse, faria uma resenha sobre a Ação Magazine quando a tivesse em mãos. Pois bem, o blog ainda está vivo e a comprei essa semana em uma banca do Rio de Janeiro (mas aqui em Barra do Piraí, cidade pequena, na qual os mangás chegam de forma irregular, já tem também, o que garante que a distribuição está boa). Logo na primeira página está escrito que “Sua opinião transformará essa revista com o correr das edições”. Não acredito que minha opinião fará alguma diferença, mas mesmo assim vou dá-la.

Confesso que não li o longo editorial. Entendo que o Alexandre Lancaster quisesse colocar em palavras seus sentimentos, mas para mim editor tem que ser como encanador: você só se dá conta da existência dele quando alguma merda acontece. Quando está tudo bem feito, você nem lembra que na sua casa tem canos. Posso estar errada, mas acredito que muitos também não leram. Minha irmã leu e me contou do paralelo com rock nacional dos anos 80 (época em que a maioria dos consumidores de mangás de hoje ainda nem tinha nascido)... oi? 

 Capa da Ação Magazine #1

Também não li nenhuma das matérias da revista. Eu ainda não entendo por que insistir nessas matérias que, sinceramente, pouco acrescentam. É o verdadeiro “Pra quê, gente?”. Informações sobre games e tecnologia eu encontro fácil na internet ou numa Level Up da vida. As matérias se justificariam se tivessem um conteúdo exclusivo, como uma entrevista ou um making of das histórias ou até umas tirinhas, as tais 4 koma. E ainda me fazem uma matéria com direito a foto do Zuckerberg! Criador daquele labirinto de ratos chamado Facebook! Cara, eu torci contra o filme Rede Social no Oscar! Essa que eu não li mesmo! XD

Mas vamos falar das histórias, que é a parte mais importante da revista:

Madenka:

Para mim Madenka foi a melhor história e desenho da Ação #1. De longe é o desenhista com mais domínio do seu traço, o mais regular de todos. Se a arte parece ou não com One Piece ou Dragon Ball, isso pra mim é o de menos. Mesmo no Japão desenhos se assemelham sem pudor (eu acho Fairy Tale bem parecido com One Piece, ok? Me processe!). Também achei a ideia mais promissora, com personagens do folclore brasileiro repaginados (espero que o Boto Rosa seja um bishounen sedutor). Faltou certo dinamismo, com muita informação sendo jogada no leitor. Agora, poderia ter uma cena de ação um pouco mais longa, não? Eu sei que os shounens costumam ter muitas páginas dedicadas à pancadaria e aqui tudo se resolveu meio depressa. Mas no geral, acho que é uma história bem legal e pode render bastante.

Jairo:

Para mim Jairo foi a história mais fraca de todas. O traço é muito irregular, com personagens que às vezes não parecem da mesma espécie. A influência de One Piece está em alguns personagens. Gente, ou está em todos ou em nenhum! Mas acho que minha maior crítica nem é para o fato do sujeito que fazia bullying em Jairo querer entrar num ringue com ele depois de levar uma surra violenta (no mundo real que faz bullying é covarde e quando tem uma dose do próprio veneno, ou junta em seu agressor com mais uns 3 caras ou enfia o rabo entre as pernas; entrar em um ringue com aquele que lhe agrediu de forma tão sanguinária é difícil de engolir), mas para a narrativa. Em qualquer livro sobre mangá, a gente aprende que a narrativa é cinematográfica. Isso significa que ela é muito dinâmica. As páginas quadradinhas de Jairo não pecam por serem pouco inovadoras, mangá não é sinônimo de páginas loucas, mas de sequências que fluem de forma dinâmica. Vou dar um exemplo: na página 69, o amigo de Jairo fica tenso com algo que viu. Já na página 70, a seguinte, ao virar a página, há um close de Jairo e um quadro grande onde eles se perguntam o que ‘ele’ está fazendo ali. Só depois, aparece o que motivou a tensão do amigo de Jairo. Pode isso, Arnaldo? No ABC do mangá a gente aprende que no fim da página tem o gancho pra passar pra outra. Quando você a vira, vem o impacto. Mas o close e o quadro da conversa dos amigos diluiu o impacto e o resultado foi brochante. A cena da chegada do sujeito não impressionou, mesmo com onomatopeia atrás dos personagens! Ao virar a página se esperava ver o que deixou o colega nervoso, isso seria o correto, não? Pode parecer besteira, mas essas pequenas coisas é que fazem o mangá ser mangá! É aqui que ele se difere dos outros estilos de quadrinhos e não nos olhos grandes.

Não entendi porque o autor não usou algum recurso simples e eficaz (como bordas pretas ou requadros com duas linhas) para indicar as lembranças de Jairo. Eu me confundi na hora da leitura e pode me chamar de burra, mas quem faz quadrinho tem obrigação de se fazer entender de forma simples. O boxe ali nem fez cheiro! Ao contrario de Slam Dunk que se preocupou em introduzir e explicar o esporte, aqui não foi assim. De boxe só sei o que vi em Rocky, o que não significa muito né? Até entendo que a ideia seja a contagem até a olimpíada de 2016, mas se a história fosse em Cuba vá lá, mas aqui? Hoje até o Popó quer lutar MMA! Se me coubesse escolher, preferia o judô, que tem muito mais medalhista brasileiro e parece ser bem mais popular (se aqui em Barra do Piraí teve campeonato de judô, acredito que ele seja mesmo bem praticado por aí). Mas eu me pergunto: mangá de esporte no Brasil, feito por brasileiros e não é sobre futebol? Por que não? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares, amor!

Tunado:

Desde que soube desta não me interessei. Não curto carros e achei aquele animê Initial D um porre. Mas achei que a narrativa foi ok, mas o desenho de personagens deixou a desejar. Algumas coisas (como personagens sem pedaços da cabeça, com o crânio achatadinho) poderiam melhorar e muito, sem contar que uma caprichada no visual da galera cairia bem. De genérico já basta o meu remédio. Algumas explicações também poderiam aparecer aqui, afinal eu não tenho obrigação de saber o que é um drift (embora eu saiba, porque vi Velozes e Furiosos III)

Considerações finais:

Antes de tudo, Ação Magazine não é pra mim. Não sou o público alvo dela, mas torci e torço pelo projeto. Críticas duras sempre me levaram adiante e nunca recebi tapinha nas costas. Era ferro na boneca mesmo! O nosso mercado só vai andar pra frente quando olharmos seriamente para nosso trabalho e almejarmos o melhor, a excelência, doa a quem doer. Confesso que até agora não entendi por que a Roberta Pares (até aqui a desenhista de mais nome do time, com trabalhos publicados no Brasil e exterior sempre muito bem feitos) não estava nessa edição #1. Se for uma estratégia de mercado, adoraria ser apresentada a ela, pois nunca ouvi falar de time que tivesse o Cristiano Ronaldo em seu plantel e o deixasse no banco! Ele tem que entrar logo no primeiro tempo!

Quando as primeiras revistas com desenhistas brasileiros saíram no Brasil, nós concorríamos com o preconceito, o nada e o coisa nenhuma. Hoje nós enfrentamos o velho preconceito, o Naruto, o Bleach, o Bakuman e mais uma porrada de títulos! Não há mais espaço para cometer certos deslizes como uma narrativa que tropeça no básico! Ou erros de anatomia! A imagem de fanzine que o produto nacional carrega é muito pesada e a Ação que prometeu-me o “novo” não pode cometer os mesmos erros de outros.

“Tabby-chan, sua vaca! Invejosa! Você é contra o mangá brasileiro!”. Não sou não, pelo contrário! Essa crítica é uma forma de mostrar que apoio o projeto e quero vê-lo melhorar a cada número! Mangá brasileiro não só é possível, como já foi feito. Foi o caso de Zucker, feito pela Simone Beatriz, do Studio Seasons, por exemplo. E não é porque é shoujo não! Se ela jogou nas regras do mangá, como disse num post anterior, como pode não ter feito um mangá de verdade? A narrativa cinematográfica estava lá! Se você não viu ou não achou nada fora do lugar, é porque ela alcançou o objetivo: ela fez um trabalho equiparado aos mangás que você está lendo por aí. Preciso ser sincera e dar uma opinião, uma crítica, mesmo dura, porque o editor Lancaster, que analisa mangás em seu blog com tanto esmero, não poderia ter deixado passar certas coisas. Mas é o primeiro número, se erra se acerta, não é? Mas não foi o primeiro número! Houve outras tentativas, outras revistas que cometeram todos os erros possíveis. E eles não podem se repetir. Aqui não.

Eu vou comprar a Ação 2 sim, não só porque quero apoiar o projeto, mas novas histórias vão estrear (entre elas a do Lancaster) e gostaria de lê-las, mesmo não sendo uma revista para mim. A gente tenta acertar em cada novo trabalho e torço de coração que a Ação tenha vida longa. A vontade de todos os envolvidos é grande, espero sinceramente que o futuro tenha mesmo começado aqui.        

Cotação do Blog: 

18 comentários:

Alexandre Lancaster disse...

Obrigado pelas críticas, Tabby. Estamos abertos a todas as críticas construtivas e queremos melhorar sempre. Esperamos que nas próximas edições você goste mais do resultado.

Ah, sim: Roberta estreia na terceira edição com Assombrado.

Anônimo disse...

Nossa... Não li a revista, mas com uma resenha como a sua não é nem preciso pra te criticar.

Eu nunca li uma resenha tão preconceituosa e arrogante sobre trabalho algum... Você não critica, você 'fiscaliza'. Parece uma 'autoridade', que aprova ou desaprova se o mangá foi feito segundo algum manual (o seu?) ou não, eliminando toda e qualquer chance de se fazer algo diferente e original.

O que você sabe sobre linguagem cinematográfica? Já assistiu à montagem disjuntiva de Goddard? Ao Cinema Novo de Glauber Rocha? À montagem punk de Rogério Sganzerla? Ao cinema sem montagem de Andy Warhol? Como você pode dizer que uma coisa "é" ou "não é" cinema? Aliás, o que é cinema, pra você? ._.

Como pode dizer o que é ou não mangá? Mangá é a mesma coisa que comics, que HQs ou bande desinée: uma linguagem sequencial. Aliás, assim como o cinema, só que num suporte/mídia diferente. Sabe qual a diferença entre o cinema americano, o francês e o brasileiro? Nenhuma. Porque o que faz a diferença é o estilo do artista, que por sua vez, apesar de vir de um âmbito cultural regional, carrega suas próprias experiências particulares, e yadda yadda.

Sua crítica não é nem um pouco construtiva, e sim 'destrutiva'. Duvido que o Lancaster atenda a alguma coisa dita aqui. E não vai ser arrogância nenhuma da parte dele, mas sim profissionalismo. Porque você não quer que ninguém melhore nada. Sua crítica é a clássica trollagem que pede que um artista tenha que agradar a gregos e troianos, um autoritarismo que só leva o artista que resolva atendê-la a se frustrar. Resumindo, uma perda de tempo.

Quando for criticar algo, nunca se esqueça de dizer "na minha opinião...", e não coloque seus preconceitos como uma verdade absoluta, porque isso não é nem um pouco ético.

José Roberto disse...

Muito bom a analise !

Agora que também já tenho a minha em mãos pretendo fazer também uma analise :
http://shounenacabo.blogspot.com/

Tabby Kink disse...

Oi Alexandre! Eu sabia que mesmo a minha crítica sendo dura, você e o pessoal da revista não levariam para o lado pessoal. Afinal, vocês são profissionais! O mimimi fica com os fanzineiros! XD Com certeza comprarei as edições seguintes! Quero muito ler a sua história e a da Roberta!

Tabby Kink disse...

Olá Anônimo! Acho que você não leu direito meu post. Volta lá que vai perceber que logo no primeiro parágrafo eu disse que ia dar minha opinião. Mas não é difícil de deduzir que palavras como "Para mim...", espalhadas em um texto NO MEU BLOG só podem expressar a minha opinião e não uma regra. Quem sou eu, gato(a)!
Puxa, você conhece muitos nomes de diretores e termos difíceis, parabéns! O que é cinema para mim? Ora, Anônimo seu danado! Você não me pega! Cinema é onde a gente assiste filmes numa tela enooorme! ^__~
Olha, é a primeira vez na vida que escuto que mangá, comics e bande desinée é tudo a mesma coisa! Um quadrinho atrás do outro, né? Isso resume bem o que é ser quadrinista, obrigada! Peraí que vou ligar para as faculdades que dão curso de mangá no Japão e pra todos os outros cursos de quadrinho avisando que segundo o Anônimo, estudar é perda de tempo. Bota um depois do outro, não é isso? Moleza!
O Lancaster tem todo o direito de cagar pra minha crítica, assim como tenho todo o direito de fazê-la. Trollagem? Será que foi, mãe? Será que na terra dos bonzinhos e amiguinhos (é o Brasil, ok)não há espaço pra crítica?
Venha sempre que quiser ao blog, mas se for me xingar de preconceituosa e arrogante, deixa o seu nome! Sujeito desinencial cagando regra é tão anos 2000! Pelo menos eu assinei as que eu caguei, né? Bjo!

Tabby Kink disse...

Oi José Roberto! Quando fizer sua crítica, gostaria de ler. Críticas, ao contrário do que se pensa no Brasil, não são uma coisa feia e desleal. Ajuda a ir adiante, falo isso por experiência!
Apareça sempre que quiser! ^^

Anônimo disse...

*Nuh! ><'* Não, eu não sou o Alexandre. -__-U Não sou fã dele e provavelmente não vou comprar a revista. Mas não quero me identificar porque não comento em blogs, e com certeza não quero ficar de "mimimi". Eu só segui um retweet do seu link e vim parar na sua página. Não conhecia a revista, mas fiquei espantado quando li o seu texto e, pra minha surpresa, notei que foi escrito por uma artista. o_o Não pude ficar quieto...

"Crítica dura"? Isso não foi crítica, você simplesmente esculachou a revista. D8

Putz. Chamar o que eu escrevi de "mimimi" foi a forma de você ignorar completamente o que eu disse?... Será que não rola nem uma chance de revidar com argumentos?

O cara aparentemente tá fazendo um trabalho legal, dando chance pra outros, cada um tocando uma história do seu próprio jeito, e de repente você simplesmente arrasa com tudo dizendo que não é mangá, que não é cinema, e talz. Desculpa, mas isso vindo de uma artista é de uma arrogância e inconsequencia tremenda... Você é um exemplo pra quem também quer desenhar, deveria pensar nisso antes de 'ditar' como outra pessoa deve ou não fazê-lo.

Anônimo disse...

Cinema é uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, ponto. Não precisa de mais nada pra fazer um filme (Steven Spielberg só foi terminar a faculdade há mais ou menos dois anos, etc.).

HQ, mangá, comics, BD, é tudo arte sequencial. Ponto. O que torna uma coisa diferente é a bagagem cultural da pessoa. "Mangá" não é um estilo, é só uma palavra diferente pra denominar a mesma coisa. Leia quadrinhos europeus e verá que também são inspirados em cinema. Mas ei! Os brasileiros também. E os comics americanos também. Viu?

Como uma artista pode dizer "isso é mais mangá que isso"? Você quer dizer que "isso é mais arte sequencial do que isso"? E quanto aos quadrinhos de um único quadro? Não seriam como os filmes de plano-sequência (onde não há cortes)?

Rafi disse...

Gostei muito do post e aplaudo sua iniciativa. Comentar trabalho de artista brasileiro ainda é um tabu pra muita gente. Elogiar pode, claro. Mas qualquer coisa além disso significa "falta de apoio ao mercado nacional". Puxa... Será que somos mesmo tão amadores assim, a ponto de comprometermos nossa sobrevivência diante de uma crítica? : /

O texto segue a mesma linha de seus antecessores, mantendo-se perfeitamente coerente com o estilo adotado no blog. Só mesmo o Anônimo, que obviamente caiu de paraquedas aqui, pra achar o post uma "trollagem".

Aliás, Anônimo, seu comentário é um caso a parte; acusa a autora do texto de se achar dona da verdade, quando ela, a todo momento, escreve "na minha opinião... Pra mim... Eu achei..." E ainda confessa, embora eu ache difícil de engolir, que não leu a revista, mas que "nem preciso pra te criticar." Hein?!

E enquanto o Anônimo nos brindava com seu vasto conhecimento de Wikipedia, digo, de cinematografia (numa tentativa desesperada de mostrar-se superior e humilhar a blogueira), me lembrei de um texto muito bacana que li no blog Maximum Cosmo, do Alexandre Lancaster. Isso mesmo, o editor da Ação Magazine. Intitulado "REFLEXÕES PÓS-RIO COMICON", o post trazia as impressões do autor em relação ao evento do título e o que seria afinal o "estilo mangá". Tomo aqui a liberdade de reproduzir um trecho (e recomendo a todos que o leiam na íntegra):

"Simplesmente muita gente não tem idéia por aqui do que faz de um mangá aquilo que ele é. O pior é que há obras no Brasil que não são mangá – mas que tomam como base justamente as premissas de narração cinemática que são a alma e o sangue da estética mangá, mais do que olhos grandes (que devem ser vistos mais como parte dos recursos de imersão e projeção dos leitores nos personagens – um meio, mais do que um fim em si), e por isso mesmo são mais próximas deles do que muita coisa que sai no Brasil."

Ora essa, será que a Tabby e o Lancaster pensam da mesma maneira, Anônimo? Existe então uma estética de mangá? Hum... Pois é. Dizer que mangá é a mesma coisa que comics, HQs ou bande desinée é, no mínimo, curioso e preguiçoso de sua parte. A Ação Magazine é uma revista de MANGÁ. Da logomarca na capa a sua proposta editorial, tudo remete a Shonen Jump, a antologia mais famosa do gênero no Japão. Essa é a proposta da Ação Magazine; equiparar-se a Dragon Ball, Naruto, Bleach, One Piece,
Rurouni Kenshin, Death Note, Slam Dunk. Não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Acredito sim no potencial da revista e torço muito por seu sucesso. Comprei a #001 e pretendo continuar acompanhando. Mas é justamente com a troca de ideias, opiniões e críticas (tão amplamente incentivadas pelo editor), que a Ação Magazine se tornará um almanaque de mangá cada vez melhor.

Anônimo disse...

Ok. É inútil tentar discutir. Minhas palavras entram por um olho e saem por outro...

Boa sorte e adeus.

*Anônimo desaparece numa explosão preta, seguida de uma ninhada de Nyan cats com torradas passadas do ponto e faixas de arco-íris desbotados em espiral*

Tabby Kink disse...

Obrigada, Rafi! Olha, isso que você falou é uma verdade! Eu mantive a mesma linha comum nas críticas aqui do blog.
Puxa, esse texto que você citou escrito pelo Lancaster é mesmo muito legal, o pessoal deveria ler antes de sair falando abobrinha.

GiLL disse...

Críticas bem colocadas, narrativa é uma coisa que eu nunca consegui captar tão bem assim. Ainda não Li a AM, mas to querendo comprar a minha logo! Espero que dê tudo certo. Se eu tivesse algo a reclamar, acho que seria mesmo da falta de alguma história pra acima dos 16anos. Quem sabe com o tempo? :D

Tabby Kink disse...

Oi Gill! Obrigada por comentar! Acho que narrativa é mesmo uma coisa complexa (ainda mais no mangá), mas acho que é um aprendizado constante. Eu mesma me vejo em situações difíceis na hora de fazer o storyboard, mas acredito que tem pequenas coisas que são meio básicas...
Acho que as histórias mais adultas vão ter que esperar. Suspeito que a ideia da AM é ser como a Jump, para leitores mais jovens.

Mauricio disse...

Jura que tem gente que quer ser profissional em alguma área, especialmente uma de exposição, como artes visuais, e ainda fica magoadinho com crítica? Melhor repensar a profissão.
No mais, boa crítica, Tabby. E ivertida também. Me lembrou um pouco os texto do "Mais de Oito Mil".

Tabby Kink disse...

Oi Maurício! Obrigada pelo seu comentário! Pois é concordo contigo. Acho que as críticas fazem parte do negócio. O Lancaster, pelo menos, acredito que está levando as coisas com profissionalismo. Mas não são todos.

Uahahaha! Ai de mim! Os textos do "Mais de Oito Mil" estão num nível de doutorado em diversão/veneno! Eu ainda estou no ensino médio! XD

Ludmila Nascy disse...

Olá, Tabby! Cheguei no seu blog através de um link da Valéria.

Eu também comprei a número 1 da revista. Chegou agora essa semana aqui em Teresina, que também é uma cidade pequena.

Não sei se é o fato de ser mais ou menos da sua idade, e ser garota. Mas fiquei exatamente com as mesmas impressões que você ficou em relação as narrativas.

Exceto talvez quando você favoritiza a Roberta Pares em detrimento dos demais desenhistas.
Caso você não saiba, o Will Wabber também tem trabalhos publicados no exterior. E já lançou outras HQ's on-line(na minha opinião melhores que o Madenka). Acontece que você não conhece o trabalho do Will, pois ele tem uma trajetória bem distante do eixo Rio-São Paulo.

Bom, a que achei mais promissora foi o Madenka das três também, com todos os defeitos.

Mas conhecendo o trabalho do Will anteriormente, te digo que ele já fez muito melhor em Morgan, uma série de meados de 2007. Ainda hoje acho o melhor trabalho dele.

Não sei se ele não ouviu conselhos editoriais ou se não recebeu...de qualquer forma, acho uma falha do editor deixar passar esses erros em alguém em que é visível o potencial.

Tabby Kink disse...

Oi Ludmila! Bem vinda! ^__~
Puxa, fico feliz de saber que outra pessoa também achou a narrativa meio estranha na AM.
Eu realmente não conhecia o Will Wabber, mas para mim ficou óbvio o quanto ele é talentoso e seguro em seu desenho. Um dos melhores de toda a equipe da Ação, sem dúvida. Se ele tem trabalhos ainda melhores, podemos esperar que Madenka fique ainda melhor e vá longe. :)
Eu não favoreci a Roberta em detrimento aos outros, não! Se pareceu assim no texto, me desculpe, não foi a minha intenção. Eu conheço a Roberta e seu trabalho já de muito tempo e como você mencionou, no eixo Rio-São Paulo, ela é popular entre os fãs. O traço da Roberta é muito bonito e acredito que a presença dela atrairia um público que foi totalmente excluído dessa AM #1: as mulheres (mesmo as que gostam de ler Naruto e cia, não acho que a revista ainda está atraente para elas). Mesmo na Jump tem artistas com desenhos graciosos que acabam atraindo gente que não é louca por shounens de luta e carros. Pra essas pessoas, a Roberta fez falta no #1.

Fabiano Alves de Jesus disse...

Olá!

Concordo com cada linha que tu escreveu, embora minha opinião acerca das histórias seja diferente.
A Ação Magazine erra demais onde não poderia estar errando.
Ainda estou em dúvida se pego o número 2 e dou uma olhada. Aconteceram muitas coisas entre uma edição e outra que me fizeram antipatizar muito com os editores.
Mas de repente, quem sabe né?
Bom post!